3 de Agosto de 2016 / às 21:07 / em um ano

Bovespa sobe 1,63% com Petrobras e Vale; Itaú fecha na máxima histórica

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa brasileira fechou em alta nesta quarta-feira, após duas quedas seguidas, com o avanço de commodities e notícias corporativas impulsionando Petrobras e Vale, enquanto Itaú seguiu apoiado na repercussão favorável do resultado trimestral.

O Ibovespa subiu 1,63 por cento, a 57.076 pontos. O volume financeiro somou 7,2 bilhões de reais.

“O mercado local continua sobre forte influência do cenário externo, notadamente a recuperação de commodities, como petróleo acima do 40 dólares, que ajuda o mercado acionário e também favorece o real”, disse o chefe da mesa institucional da corretora de um banco em São Paulo.

Tal contexto combinado com comentários do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, esfriaram a tentativa de realização de lucros do começo do pregão amparada em preocupações sobre os ajustes fiscais no Brasil.

Meirelles afirmou que “tudo indica” que não será necessário aumento de tributos para ajudar as contas públicas do país, enquanto buscou minimizar o impasse político para a aprovação do projeto de renegociação da dívida dos Estados.

Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,31 por cento, também apoiado no avanço do petróleo, que beneficiou ações de energia.

DESTAQUES

- PETROBRAS fechou com as preferenciais em alta de 4,75 por cento, apoiadas na alta dos preços do petróleo, além da avaliação ainda favorável sobre a suspensão pela Justiça dos Estados Unidos de ações contra a companhia até julgamento de recurso. Ainda no radar, o jornal o Globo noticiou nesta quarta-feira que quatro empresas disputam a compra da Liquigás, subsidiária da Petrobras no setor de distribuição de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

- VALE fechou com as preferenciais valorizando-se 5,53 por cento, a 15,47 reais, na máxima desde abril, tendo acelerado os ganhos após a Reuters noticiar que a mineradora avalia levantar até 10 bilhões de dólares com venda de produção futura de minério de ferro. Os papéis já subiam após comentários do presidente da companhia de que a mesma pretende bater a meta de desinvestimentos prevista para este ano com a venda de mais dois ativos. A empresa ainda lançou bônus.

- USIMINAS renovou máxima de fechamento desde setembro de 2015, com alta de 9,70 por cento, com o setor siderúrgico acompanhando a recuperação da Bovespa e figurando entre as maiores altas do Ibovespa na sessão.

- ITAÚ UNIBANCO avançou 4,17 por cento, a 35,24 reais, máxima histórica, fortalecendo o viés positivo do Ibovespa, ainda apoiado na repercussão favorável com o resultado do segundo trimestre, e recuperando terreno em relação ao seu principal rival entre os bancos privados. A ação acumula em 2016 alta de 38,06 por cento, enquanto BRADESCO PN, que subiu 2,32 por cento na sessão, tem ganhos acumulados no ano de 66 por cento.

- CEMIG encerrou com acréscimo de 4,88 por cento. A estatal mineira do setor elétrico avalia uma operação de venda de parte de suas ações na transmissora de energia Taesa, na qual é majoritária, para levantar cerca de 500 milhões de reais, informou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.

- SUZANO PAPEL E CELULOSE fechou em alta de apenas 0,51 por cento, conforme a empresa vê menor possibilidade de elevação de preços da celulose devido ao excesso de oferta no mercado neste momento. Na máxima, as ações subiram mais de 4 por cento, quando o foco ficou apenas no lucro do segundo trimestre, que mais do que dobrou sobre um ano antes, impulsionado por variação cambial, que ainda ajudou a companhia a cortar projeção de investimento.

- NATURA caiu 1,36 por cento, em sessão de fraqueza de empresas de varejo e consumo, após fortes ganhos recentes.

- BOMBRIL, que não está no Ibovespa, saltou 66,55 por cento, após divulgar que a contratação de um financiamento de longo prazo e a venda de ativos não estratégicos estão entre as alternativas de reestruturação. No mês de agosto, com apenas três sessões, a ação da Bombril acumula valorização de 178 por cento.

- BRASIL PHARMA, que também não faz parte do Ibovespa, disparou 33,85 por cento, no terceiro dia de forte alta dos papéis, em meio a expectativas ligadas à reestruturação financeira da companhia, principalmente potenciais vendas de ativos. Nos primeiros três pregões do mês, o ganho já soma quase 200 por cento.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below