12 de Agosto de 2016 / às 20:52 / em um ano

Bovespa fecha estável e acumula alta de 1% na nona semana seguida de ganhos

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou com o seu principal índice em leve baixa nesta sexta-feira, marcada por nova bateria de resultados corporativos, entre eles o balanço da Petrobras, com o cenário externo sem viés único.

O Ibovespa fechou estável, a 58.298 pontos, sustentando-se na máxima desde setembro de 2014.

O volume financeiro somou 7,59 bilhões de reais no pregão nesta sexta-feira, o último antes do vencimento dos contratos de opções sobre ações, que acontece na segunda-feira.

Na semana, o Ibovespa acumulou acréscimo de 1,1 por cento, na nona alta semanal seguida, igualando a sequência de ganhos registrada em 2009. Na última vez que o índice subiu por um período mais longo foi no início de 2006, quando registrou 11 altas semanais seguidas.

No ano, o Ibovespa acumula alta de 34,5 por cento.

No exterior, o petróleo fechou com ganho ao redor de 2 por cento, apoiado na debilidade do dólar, mas os principais índices acionários em Wall Street mostraram fraqueza após baterem marcas históricas na véspera.

DESTAQUES

- PETROBRAS fechou com as ordinárias em alta de 1,68 por cento, após a estatal ter anunciado lucro de 370 milhões de reais no segundo trimestre. O desempenho operacional da estatal, descontado itens não recorrentes, agradou os investidores, assim como a desalavancagem e geração de caixa. A alta do petróleo também ajudou, embora as açõs preferenciais tenham encerrado em baixa de 0,83 por cento.

- VALE encerrou com as ações ordinárias em baixa de 2,44 por cento e as preferenciais perdendo 1,97 por cento, tendo como pano de fundo relatório do Credit Suisse reiterando recomendação “underperform” para os ADRs (recibo de ação negociado nos Estados Unidos) da mineradora, citando entre os argumentos a forte valorização das ações no ano, múltiplos elevados, apreciação do real e expectativa de excesso de oferta de minério de ferro.

- LOJAS AMERICANAS avançou 4,64 cento, a 20,09 reais, cotação máxima histórica para fechamento, em meio à repercussão positiva dos números do segundo trimestre, com destaque para o crescimento das margens, além da sinalização sobre busca por equilíbrio entre crescimento e rentabilidade. O papel também bateu recorde histórico intradia, a 20,43 reais.

- BANCO DO BRASIL valorizou-se 2,81 por cento, tendo no radar perspectivas de melhora no comportamento das provisões nos próximos trimestres na comparação com a primeira metade do ano e recuperação de crédito. No setor, ITAÚ UNIBANCO subiu 0,76 por cento.

- BM&FBOVESPA avançou 1,04 por cento, mesmo após prejuízo de 114,4 milhões de reais no segundo trimestre, que foi impactado pelo efeito de variações cambiais envolvendo a venda de participação acionária da companhia no CME Group. O foco segue na integração com a Cetip.

- KROTON EDUCACIONAL caiu 2,81 por cento, apesar da avaliação positiva do resultado trimestral, afetada pelo prejuízo da ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES, já que as duas companhias vão se fundir. O presidente da Kroton disse que os ajustes contábeis promovidos pela Estácio “não alteram em nada” os termos da aquisição. Estácio chegou reverter as perdas momentaneamente, mas encerrou com queda de 4,62 por cento.

- BR MALLS caiu 5,35 por cento, pior desempenho do Ibovespa, após divulgar queda 53,8 por cento no lucro do segundo trimestre contra um ano antes, afetado por descontos maiores a lojistas e de menores vendas nas lojas de seus shopping centers.

- CCR perdeu 2,11 por cento. O lucro líquido da concessionária caiu 20,7 por cento no segundo trimestre sobre um ano antes, refletindo queda no tráfego das suas rodovias e maior custo de serviço da dívida.

- MRV caiu 0,94 por cento, também tendo no radar o balanço do segundo trimestre, quando a construtora e incorporadora registrou queda de cerca de 14 por cento no lucro, além de expectativa de que pode elevar em até 56 por cento a venda de unidades por mês no médio prazo.

- GOL, que não está no Ibovespa, subiu 6,23 por cento, tendo no radar números de tráfego de julho, com declínio ao redor de 8 por cento na demanda e na oferta de assentos no sistema total, enquanto a taxa de ocupação permaneceu em cerca de 83 por cento.

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