9 de Setembro de 2016 / às 22:02 / em um ano

Venda de unidade de gasodutos da Petrobras no Nordeste ficará para 2017, dizem fontes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As negociações da Petrobras para a venda da rede gasodutos do Nordeste se encontram em estágio embrionário e só devem avançar no ano que vem, disseram à Reuters duas fontes próximas ao assunto.

A malha de gasodutos, da subsidiária Nova Transportadora do Nordeste (NTN), é avaliada em cerca de 5 bilhões de dólares, segundo as fontes, que falaram na condição de anonimato.

“Isso não é para agora ou amanhã. Está mais para o ano que vem... isso ainda está muito embrionário. Não está na bica e não tem nada para este ano, não”, declarou uma das fontes.

A Nova Transportadora do Nordeste (NTN) foi formada após a Petrobras reestruturar a Transportadora Associada de Gás (TAG) e suas subsidiárias integrais. Da cisão da TAG, surgiu ainda a Nova Transportadora do Sudeste (NTS).

A negociação para a venda da NTS, a propósito, foi concluída nesta semana para um grupo de investidores liderado pela canadense Brookfield, segundo anúncio da Petrobras.

A Petrobras não detalhou valores, mas os montantes envolvidos na negociação de 90 por cento de participação na NTS somaram 5,2 bilhões de dólares, disse na terça-feira à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.

“Não vamos vender (a NTN) a qualquer custo e ou preço. Tem que ser bem pensado”, reiterou uma segunda fonte, indicando que o negócio deve ficar para 2017.

Dessa forma, a NTN não entraria na meta de desinvestimentos de 15,1 bilhões de dólares para o biênio 2015 e 2016.

Até o momento, segundo as fontes, a Petrobras já fechou vendas de diversos ativos que juntos somam cerca de 10 bilhões de dólares.

A diretoria da Petrobras tem reiterado ultimamente que vai atingir sua meta desinvestimento para o período, um movimento importante para a empresa reduzir seu enorme endividamento.

A primeira fonte ponderou que a meta de 15,1 bilhões de dólares continua sendo perseguida pela equipe financeira da estatal, mas os trâmites internos podem retardar a internalização dos recursos. Ou seja, os negócios podem ser fechados, mas o dinheiro dos desinvestimentos pode não entrar na Petrobras no exercício de 2016.

“A questão é o timing. Às vezes se consegue fechar a operação, mas não garante o dinheiro. Mas, você garante o caixa do ano que vem e dá para se planejar e fazer a matemática”, declarou a primeira fonte.

PLANO DE INVESTIMENTOS

A estatal está em fase final de conclusão do novo Plano de Negócios 2016-2020, que, segundo as fontes, será menor que o programa revisado no início deste ano, para 98,4 bilhões de dólares no período 2015-2019.

Os valores ainda estão sendo discutidos e alterados semanalmente --a expectativa é de divulgação ainda este mês.

“Vai ser menor, não tem jeito, mas será um plano adequado à realidade da empresa e do mercado de petróleo”, disse a segunda fonte.

“Não tem como não ser um plano menor e austero, porque não tem dinheiro... Tem que aceitar a realidade, acelerar a desalavancagem, mas com instrumentos de gestão da companhia. Não será um plano que vai cortar tudo e pronto. É um programa de gerenciamento mais sofisticado”, disse a primeira fonte.

Procurada, a Petrobras não comentou imediatamente.

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