4 de Outubro de 2016 / às 22:52 / em um ano

Indústria de carne de frango reduz previsão de exportação em 2016

SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de carne de frango do Brasil em 2016 deverão crescer num ritmo menor que o estimado em meados deste ano, por uma desaceleração no comércio com a China e com menor estímulo do câmbio, projetou nesta terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Após analisar o desempenho dos embarques em setembro, a associação que reúne as grandes empresas exportadoras disse que o volume exportado deverá ficar no patamar de 4,5 milhões de toneladas, uma alta de pouco menos de 5 por cento ante os 4,3 milhões de toneladas de 2015.

Em julho, a ABPA chegou a prever um crescimento de 8 por cento nas vendas externas este ano.

“Aquela previsão foi em uma época em que havia uma aumento considerável das exportações para a China”, disse à Reuters o vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin.

Segundo ele, nos últimos meses houve uma pequena retração nas vendas para a China, país que justificava o maior otimismo ao fim do primeiro semestre, além de outros destinos como Venezuela e Coreia do Sul.

“A revisão (na previsão) é uma adequação. Não é que tenhamos problema específico de mercados, nem que o mundo esteja comendo menos”, destacou o executivo.

A valorização do real ante o dólar nos últimos meses também contribuiu para um menor competitividade das vendas externas de carne de frango, disse Santin.

Após tocar mais de 4 reais em janeiro e fevereiro, o dólar opera na faixa de 3,20 reais desde julho.

“Se a gente seguisse na toada do primeiro semestre, a previsão anterior teria ficado conservadora. Com o dólar a 4 reais, a gente ia crescer 10 por cento esse ano”, afirmou.

SETEMBRO

A ABPA disse ainda que as exportações do setor de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiram 387,5 mil toneladas em setembro, superando em 5,7 por cento o total registrado no mesmo período do ano passado.

Com este volume, os embarques totais do segmento acumulados entre janeiro e setembro atingiram 3,379 milhões de toneladas, desempenho 6 por cento superior ao mesmo período de 2015.

Por Gustavo Bonato

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