13 de Outubro de 2016 / às 19:37 / 10 meses atrás

Entrega de fertilizantes no Brasil tem recorde mensal; analista vê alta de 7% no ano

SÃO PAULO (Reuters) - As entregas de fertilizantes aos produtores rurais do Brasil em setembro atingiram um recorde histórico de 3,98 milhões de toneladas, em alta de 5,9 por cento ante o mesmo mês de 2015, informou nesta quinta-feira a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

O volume do mês passado supera a melhor marca do setor, de 3,92 milhões de toneladas, registrada em agosto, indicando uma forte recuperação nas vendas em 2016 e também boas perspectivas de produtividade para a safra atual, após as entregas de fertilizantes terem caído em 2015.

Considerando o período de nove meses, as entregas acumulam alta de 9,6 por cento, a 24,43 milhões de toneladas.

Os volumes estão 2,9 por cento acima do registrado de janeiro a setembro de 2014, ano em que o Brasil registrou o recorde de consumo de fertilizantes. Os volumes caíram em 2015 devido a um aperto no crédito aos agricultores, apesar de um aumento de área plantada.

Segundo a Anda, os negócios este ano vêm sendo impulsionados "pela relação de trocas favorável para maioria das culturas".

As entregas de fertilizantes nitrogenados (N) apresentaram alta de 13,6 por cento nos nove meses de 2016 "em função do aumento da demanda para cana, milho e café, disse a Anda.

Já nos fertilizantes fosfatados (P2O5), que acumulam alta de 5,8 por cento nas entregas entre janeiro e setembro, a demanda é puxada pelas culturas da soja e do milho verão para plantio na safra 2016/17.

Nos potássicos, a alta acumulada em nove meses é de 8 por cento, "resultado do aumento da demanda para milho, soja, cana-de-açúcar e café".

ALTA ANUAL

Na avaliação da Agroconsult, as entregas deverão ser fortes em outubro, que ainda é um período de preparação de lavouras para a nova safra de grãos.

A previsão da consultoria é de que o ano termine com entregas de 32,3 milhões de toneladas de fertilizantes, alta de 0,3 por cento ante 2014 e de 6,9 por cento ante 2015.

"O poder de compra do produtor está mais firme, o que também favorece uma recuperação do nível tecnológico", disse o analista de fertilizantes da Agroconsult, Cleber Vieira.

Segundo ele, a recuperação dos níveis de uso de fertilizantes não é uma realidade apenas no chamado Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia), principalmente no Piauí e na Bahia, onde o clima tem sido prejudicial às lavouras nos últimos anos, o que abala a capacidade de investimento dos produtores.

"Se esses mercados repetissem 2015, teríamos entrega ainda maior no país este ano", estimou Vieira.

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