25 de Outubro de 2016 / às 23:22 / 10 meses atrás

Meirelles diz que PEC dos gastos vai criar condições para país crescer nos próximos anos

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, avaliou nesta terça-feira que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos criará as condições para o crescimento do país nos próximos anos e que os resultados poderão ser vistos mais à frente.

"O que interessa é o que nós vamos conseguir... Agora nós estamos embarcados em um movimento importante de recuperação da economia brasileira, num ajuste dessa estrutura econômica mas o meu foco é o resultado", disse em evento em Brasília.

"Eu estou olhando o que está acontecendo como resultado de todas essas ações. Daqui a dois anos, do meu ponto de vista, eu vou concluir sobre o sucesso ou o fracasso das ações pelo resultado objetivo do desempenho econômico do país.”

Segundo o ministro, o Brasil voltará a crescer ano que vem e terá um crescimento mais forte em 2018. Ainda assim, ponderou, o crescimento não será tão forte como em outros momentos devido à longa duração da atual recessão.

"Temos um desafio grande, mas altamente factível, de fazer com que a economia brasileira saia desse ciclo de crises periódicas, que nós temos tido há algumas décadas, e nós entrarmos num ritmo de crescimento sustentável para os próximos anos e, quem sabe, até para as próximas décadas."

Meirelles mostrou otimismo com a tramitação da PEC no Senado, dizendo esperar que a aprovação da medida seja concluída pela Casa ainda em novembro. Na semana passada, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou um calendário no qual prevê a aprovação da PEC em meados de dezembro.

Nesta noite, a Câmara aprovou o texto-base da PEC em segundo turno de votação.

CÂMBIO

Ao falar sobre o bom funcionamento do mercado, Meirelles repetiu a posição do governo de que não cabe à autoridade monetária definir o valor do real frente as demais moedas.

"O melhor valor do dólar é aquele que é resultado do bom funcionamento do mercado, em que a liquidez funciona e que tem o maior número possível de agentes", disse durante a palestra.

"Esse é o melhor valor e não compete à autoridade monetária ou financeira tentar regular qual é o valor do dólar, ou, no caso... nós estamos falando em regular o valor do real", acrescentou. "Porque nós estamos falando em tentar regular o valor do real frente às demais moedas.”

No mercado brasileiro, o dólar fechou nesta terça-feira a 3,1065 reais para venda, em queda de 0,46 por cento.

Reportagem de César Raizer; Edição de Alexandre Caverni

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below