17 de Maio de 2017 / às 19:34 / 3 meses atrás

Avanço chinês no setor elétrico faz Aneel buscar tradutores de mandarim

SÃO PAULO (Reuters) - O avanço dos chineses sobre ativos no setor elétrico do Brasil, com participação em licitações e aquisições de empresas do segmento, levou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a abrir uma licitação para contratar serviços de tradução de documentos em mandarim.

A contratação em andamento, que envolverá ainda traduções simples e juramentadas de inglês, espanhol, francês e chinês para o português e vice-versa, vem em um momento em que o Brasil busca atrair investimentos estrangeiros para o setor de energia elétrica.

O custo total estimado para a contratação das traduções é de 831,57 mil reais, dos quais cerca de 205 mil reais para os serviços relacionados à língua chinesa.

"Esse movimento está associado à captação de capital estrangeiro para o setor elétrico brasileiro, sendo associado à participação dos chineses e também de outros países", disse a Aneel em nota, após questionamentos da Reuters.

A chinesa State Grid, que chegou ao Brasil em 2010, já é um dos maiores agentes do setor no país e fechou recentemente a compra da CPFL Energia.

Já a China Three Gorges tem avançado no país com aquisições bilionárias, como a compra de ativos da norte-americana Duke Energy.

Em entrevista recente à Reuters, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, disse que há diversas outras gigantes chinesas interessadas em investir no setor de energia do Brasil.

Segundo publicação no Diário Oficial da União desta quarta-feira, as propostas da concorrência da Aneel para traduções serão abertas em 29 de maio.

A Aneel disse que a contratação visa traduzir a página da agência na internet para inglês e espanhol, línguas em que também serão divulgados os editais de leilões para projetos de geração e transmissão.

Não está previsto até o momento a publicação dos editais em outros idiomas, segundo a Aneel.

O contrato também será utilizado para eventuais traduções decorrentes de parcerias internacionais da Aneel, como junto ao Banco Mundial e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Por Luciano Costa

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