14 de Agosto de 2017 / às 21:28 / em um mês

Lucro da CCR dispara no 2º tri, mesmo com queda do tráfego

SÃO PAULO (Reuters) - A empresa de concessões de infraestrutura CCR teve um salto de 357,9 por cento no lucro líquido do segundo trimestre ante mesma etapa do ano passado, a 667,1 milhões de reais.

O resultado foi influenciado pelo aumento das receitas após aquisição de participações nas concessionárias ViaQuatro e na ViaRio. Isto ajudou a compensar os efeitos da queda de 0,8 por cento no tráfego de rodovias administradas pelo grupo, na comparação anual.

Considerando bases comparáveis, o lucro foi 287,5 milhões de abril a junho, crescimento de 195,8 por cento.

Inflada pela maior participação nos negócios citados acima, a receita líquida do grupo cresceu 15,2 por cento, a 1,84 bilhão de reais. Já o resultado operacional da CCR medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado subiu 69,7 por cento, a 1,63 bilhão. A margem Ebitda ajustada cresceu 28,4 pontos, para 88,4 por cento.

No segundo trimestre de 2016, o lucro da CCR havia caído no comparativo anual, refletindo maior queda no tráfego e maiores custos do serviço da dívida, refletindo juros maiores.

Segundo o gerente de relações com investidores da CCR, Marcus Macedo, o segundo trimestre deste ano foi marcado por desempenho errático no volume de tráfego das estradas geridas pela companhia.

“Abril fraco, maio menos fraco e junho mais forte”, disse o executivo, mencionando a comparação anual.

As receitas de pedágios de estradas representaram cerca de 86 por cento do Ebitda da CCR no período. O restante veio de projetos de mobilidade urbana (como metrô) e aeroportos.

Para Macedo, a tendência é que os resultados do terceiro trimestre apontem de forma mais explícita uma recuperação do nível de atividade econômica do país, como indicou a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) na semana passada, apontado alta de 2,4 por cento do tráfego nas rodovias do país em julho, ante mesmo mês de 2016.

Por Aluísio Alves, edição Alberto Alerigi Jr.

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