24 de Agosto de 2017 / às 20:50 / em um mês

MPF apresenta denúncia contra 14 pessoas em ação da Zelotes envolvendo Gerdau

SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério Público Federal do Distrito Federal apresentou denúncias contra 14 pessoas, incluindo um executivo e dois ex-executivos do grupo siderúrgico Gerdau, em desdobramento de investigações da operação Zelotes, que envolve denúncias de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Em comunicado à imprensa, o MPF-DF informou que se trata da “17ª ação penal proposta no âmbito da Operação Zelotes e, desta vez, os alvos são executivos do grupo Gerdau, além de advogados e ex-conselheiros do tribunal administrativo”.

Procurada, a Gerdau informou que apenas uma pessoa das 14 é executivo do grupo, Raul Schneider, diretor técnico de tributos. Outros dois nomes da lista, Expedito Luz e Marco Antônio Briondo, são ex-executivos da companhia.

A denúncia foi divulgada algumas horas depois que o presidente-executivo da Gerdau, Andre Gerdau Johannpeter, anunciou que vai deixar o comando da companhia no final do ano para dedicar-se apenas ao conselho de administração, do qual é membro. A mudança inclui ainda outros dois membros da família Gerdau que são diretores executivos e deixarão seus postos no final do ano para ficarem apenas no conselho da empresa.

“A Gerdau jamais concedeu qualquer autorização para que seu nome fosse utilizado em pretensas negociações ilegais, repelindo veementemente qualquer atitude que tenha ocorrido com esse fim”, afirmou a companhia em comunicado à imprensa sobre a denúncia do MPF-DF.

A empresa ainda afirmou que “irá defender firmemente, em todas as instâncias processuais, a legitimidade e lisura de seus atos. Ressalta, ainda, que atesta a seriedade e lisura dos executivos e ex-executivos mencionados”.

As ações da Gerdau encerraram em baixa de 0,7 por cento nesta quinta-feira, enquanto os papeis da holding controladora, Metalúrgica Gerdau, tiveram queda de 2,4 por cento.

Segundo o MPF-DF, “a prática criminosa ocorreu 2011 e 2014, período em que o grupo econômico (Gerdau) teve cinco Procedimentos Administrativos Fiscais (PAFs) analisados no tribunal. A empresa discutia a anulação de débitos que em valores atualizados chegariam a 4 bilhões de reais”.

“A ação penal inclui informações e provas fornecidas pelo ex-conselheiro, Paulo Roberto Cortêz que fez acordo de colaboração premiada com o MPF”, acrescentou o Ministério Público, afirmando que o grupo liderado por ex-conselheiro do Carf teria acertado o recebimento de 40 milhões de reais em vantagens indevidas.

Por Alberto Alerigi Jr.

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