29 de Agosto de 2017 / às 15:50 / 22 dias atrás

Oferta global de fertilizante crescerá mais que demanda até 2021, diz associação

Em foto de arquivo, funcionário segura pedras de fosfato em instalação da Mosaic em Fort Meade, EUA 13/1/2010 REUTERS/Scott Audette/File Photo

SÃO PAULO (Reuters) - A oferta global de fertilizantes deverá crescer mais que a demanda nos próximos anos, disse nesta terça-feira a diretora-geral da Associação Internacional de Fertilizantes (IFA, na sigla em inglês), Charlote Hebebrand, citando o aumento de produção em regiões como Estados Unidos e África.

Além disso, ela disse que o avanço tecnológico no campo, com a agricultura de precisão, e mesmo sementes mais produtivas explicam um crescimento menor na demanda por fertilizantes, que por sua vez também estão ficando mais eficientes.

Segundo a executiva, a demanda global por fertilizantes deverá crescer 1,5 por cento ao ano até 2021, enquanto a oferta desses produtos tende a aumentar mais de 2 por cento ao ano no mesmo período.

“As grandes regiões exportadoras serão China, América do Norte e países da Ásia ocidental, que têm grande crescimento em fosfato. Já os maiores importadores serão a Índia, o Brasil e a África, que, embora represente apenas 2 por cento do mercado global de fertilizantes, tem uma demanda crescendo muito”, afirmou Charlote a jornalistas, no intervalo do 7° Congresso Brasileiro de Fertilizantes, em São Paulo.

Por componente, a diretora-geral da IFA disse que a entidade espera um aumento de demanda de 1,2 por cento ao ano para o nitrogênio até 2021, com a oferta elevando-se em 1,8 por cento ao ano. Isso deve resultar em um superávit mundial de 10 milhões de toneladas do produto daqui a quatro anos, ante 8 milhões de toneladas em 2016.

Quanto ao ácido fosfórico, as projeções da IFA são de incremento de 1,8 por cento ao ano na demanda e de 2,4 por cento ao ano na oferta até 2021, elevando o excedente global desse componente de 2 milhões de toneladas em 2016 para cerca de 3 milhões de toneladas.

No caso do potássio, a demanda deverá crescer em 2,2 por cento ao ano e a oferta, em 3,8 por cento ao ano, com o superávit desse produto dobrando de 3 milhões para 6 milhões de toneladas até 2021.

O 7° Congresso Brasileiro de Fertilizantes é promovido pela Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda).

Por José Roberto Gomes

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