31 de Agosto de 2017 / às 14:53 / 19 dias atrás

Preços da gasolina têm alta global com impactos da tempestade Harvey nos EUA

HOUSTON/NOVA YORK (Reuters) - A tempestade tropical Harvey impactou a indústria de energia ao redor do mundo, após refinarias inundadas e oleodutos fechados nos Estados Unidos ameaçarem o suprimento global de combustíveis e levarem os mercados a redirecionar milhões de barris de gasolina para evitar uma falta de oferta no país.

A tempestade colocou cidades inteiras na Costa do Golfo dos Estados Unidos sob as águas, com inundações em Houston, no Texas, que forçaram o fechamento de um quarto da capacidade de refino nos EUA.

Os preços de referência da gasolina nos Estados Unidos tiveram fortes altas nesta quinta-feira, após notícias de que um dos maiores sistemas de distribuição de combustíveis dos EUA fechará suas principais linhas para o nordeste do país após falhas e falta de oferta de fornecedores.

O oleoduto Colonial pode transportar 3 milhões de barris de gasolina e outros produtos diariamente.

Ao menos duas refinarias na Costa Leste ficaram sem gasolina para entrega imediata enquanto buscavam atender mercados normalmente supridos pela Costa do Golfo, disseram duas fontes.

Outras refinarias devem cobrar margens maiores para impulsionar os lucros enquanto buscam atender à demanda em meio à escassez.

“Será a pior coisa que os EUA já viram em décadas, do ponto de vista da energia”, disse uma fonte do mercado na Costa Leste, que falou sob a condição de anonimato.

O Departamento de Energia dos EUA disse nesta quinta-feira que vai liberar 500 mil barris de petróleo de reservas estratégicas para atender às refinarias que seguem em funcionamento, em um esforço para conter a escassez de combustível.

Os futuros da gasolina nos EUA subiram mais de 20 por cento desde o começo da tempestade, enquanto os preços do petróleo nos EUA tiveram a maior queda mensal em mais de um ano.

No Brasil, a Petrobras anunciou um aumento de 0,5 por cento na gasolina para a partir desta quinta-feira e uma alta de 4,2 por cento para a partir de sexta-feira.

O último reajuste foi o maior desde que a petroleira estatal mudou em julho sua política de preços para passar a prever reajustes até diários dos preços dos combustíveis.

Por Erwin Seba e Devika Krishna Kumar

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