31 de Agosto de 2017 / às 15:18 / 20 dias atrás

Plantio de soja 17/18 do Paraná será recorde; área de milho terá mínima histórica

Grãos de soja são exibidos em unidade de pesquisa da Monsanto, no Estado do Missouri, EUA 28/07/2014 REUTERS/Tom Gannam

SÃO PAULO (Reuters) - O plantio de soja 2017/18 do Paraná, segundo Estado produtor da oleaginosa no Brasil, deverá avançar sobre áreas de milho e alcançar um recorde de 5,4 milhões de hectares, 3 por cento maior na comparação com 2016/17, estimou nesta quinta-feira o Departamento de Economia Rural (Deral), em sua primeira estimativa para o ciclo.

Segundo Marcelo Garrido, economista do órgão do governo do Estado, a semeadura da oleaginosa ganhará aproximadamente 170 mil hectares na temporada, mesma área que o milho de primeira safra perderá no Estado, indo a 344,5 mil hectares (queda de 33 por cento). Se confirmado, será o menor plantio do cereal registrado pelo Deral.

“Esse primeiro levantamento mostra o produtor optando pela soja, com o plantio refletindo os preços (baixos) do milho na última safra. Essa área de milho está se desviando para a soja”, afirmou Garrido à Reuters.

O plantio de soja no Paraná começa oficialmente em 11 de setembro, quando termina o vazio sanitário.

Uma safra nacional 2016/17 recorde, de quase 100 milhões de toneladas de milho, pressionou fortemente os preços do cereal no mercado interno neste ano, levando o governo a realizar a maior subvenção em quatro anos para tentar dar alguma sustentação às cotações.

Além disso, produtores do Paraná têm a opção de plantar milho na segunda safra, que tem crescido fortemente nos últimos anos, com a preferência da oleaginosa na colheita de verão.

Em 2017/18, a produção de milho de 1ª safra, colhido no verão, deverá diminuir 37 por cento no Paraná, para 3,11 milhões de toneladas, em razão principalmente da menor área e do rendimento 6 por cento inferior (9 toneladas por hectare, em média).

Paralelamente, a produção de soja também deverá cair 2 por cento em 2017/18, para 19,46 milhões de toneladas, apesar do plantio maior.

Segundo Garrido, essa retração deve-se a produtividades em torno de 5 por cento mais baixas (3,6 t/ha em média), algo que, porém, não deve ser interpretado como uma eventual “quebra” de produção.

“Tivemos, na safra passada, um clima excelente, com produtividade acima da média. Neste ano o que ocorre é um acerto de área em condições normais de produtividade. Se caso acontecer um clima tão perfeito (como em 2016), pode ser que a produção seja maior que isso”, comentou.

Conforme ele, o intervalo de estimativas do Deral para a safra de soja 2017/18 no Paraná vai de 18,4 milhões a 20,5 milhões de toneladas.

Ainda de acordo com ele, a previsão climática levada em consideração pelo Deral prevê alternâncias de períodos secos com chuvosos até o fim do ano, sem “atrapalhar” a safra.

“O que não podemos ter são muitos dias de chuvas ou muitos dias de estiagem”, concluiu.

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