7 de Setembro de 2017 / às 19:58 / 14 dias atrás

Bolsas europeias fecham no azul após BCE reiterar estímulos à economia

MILÃO (Reuters) - Os mercados acionários europeus fecharam em território positivo nesta quinta-feira, após o Banco Central Europeu (BCE) reafirmar sua política de afrouxamento monetário e dizer que detalhes sobre o futuro dos estímulos serão conhecidos em outubro.

O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,3 por cento após uma sessão volátil, mas nem todas as bolsas europeias encerraram a sessão no azul.

Os mercados acionários de Paris, Londres e Frankfurt tiveram ganhos entre 0,3 e 0,7 por cento nesta quinta-feira, mas as bolsas de Milão e Madri fecharam com baixas de 0,4 e 0,1 por cento, respectivamente, devido às perdas acentuadas de ações dos setores bancário e financeiro.

Comentários cautelosos do presidente do BCE, Mario Draghi, aumentaram a chance de o banco central optar por eliminar gradualmente o esquema de compra de títulos de 2,3 trilhões de euros (2,8 trilhões de dólares) apenas muito lentamente no próximo ano, uma possibilidade que abalou as papéis do setor financeiro.

Ações do setor bancário, que se beneficiam de taxas de juros mais altas, caíram 0,8 por cento em meio ao aumento das preocupações de que o euro fortalecido possa atrasar o aperto da política monetária.

Entre os destaques negativos do setor estavam o espanhol Sabadell e o italiano Banco BPM, com quedas de 3,6 e 2,6 por cento, respectivamente.

“Nós ainda esperamos que o BCE continuará dando passos em direção a uma estrutura de política monetária mais apertada de modo muito gradual”, disse Rasmus Gudum Sessingö, economista do Handelsbanken Capital.

Enquanto as ações do setor financeiro se sobressaíram entre as baixas, o restante do mercado encontrou conforto no fato de o BCE não ter pressa em encerrar os estímulos à economia da zona do euro.

Papéis do setor automotivo registraram ganhos pelo quinto dia, com o índice que reúne as montadoras subindo 0,4 por cento, entre os destaques positivos.

Operadores disseram que os investidores foram atraídos pela avaliação (valuation) barata e por expectativas de que as vendas possam ser impulsionadas por pessoas substituindo automóveis danificados por furacões nos Estados Unidos. Os esforços da chanceler alemã, Angela Merkel, para evitar a proibição de veículos a diesel em algumas cidades também reforçava o tom otimista.

Contudo, havia exceções no setor, como a Ferrari, recuando 6,9 por cemto, após ter sido rebaixada pelo Morgan Stanley a “underweight” (abaixo da média do mercado), ante “overweight”.

O índice FTSEurofirst 300 fechou em alta de 0,23 por cento, a 1.473 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,58 por cento, a 7.396 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,67 por cento, a 12.296 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,26 por cento, a 5.114 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,42 por cento, a 21.722 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,06 por cento, a 10.124 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,08 por cento, a 5.074 pontos.

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