20 de Setembro de 2017 / às 22:13 / em 2 meses

Governo prevê leilão para contratar energia de usinas existentes, diz EPE

SÃO PAULO (Reuters) - O governo pretende realizar em outubro ou no máximo no início de novembro um leilão em que distribuidoras de eletricidade poderão contratar energia junto a usinas de geração já existentes, disse nesta quarta-feira o presidente da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso.

Ele afirmou também que o governo está otimista quanto à demanda para contratar energia junto novas usinas, ainda a serem construídas, em dois leilões agendados para dezembro, o A-4 e o A-6, que deverão fechar contratos com geradores para suprimento a partir de 2021 e 2023.

    Ao falar com jornalistas nos bastidores de um evento em São Paulo, Barroso disse que a ideia do governo é permitir que usinas já existentes que possuem parte ou toda a produção descontratada fechem a venda de energia antes de partir para a contratação de novos empreendimentos.

    Ele disse, no entanto, que ações que vêm sendo promovidas pelo governo para acabar com um excesso de energia contratada nos últimos anos estão surtindo efeito e devem garantir a demanda para contratar novos projetos em dezembro.

“A gente tem sinais que acho que são positivos e animadores. Essas ações (de enxugamento da oferta), se conseguimos desempenhá-las dentro da boa técnica, podemos ter um leilão muito bom... o que a gente não controla, que é o crescimento econômico, vem dando um panorama agora um pouquinho melhor”, disse Barroso.

    Ele citou como exemplos de medidas mecanismos para descontratar usinas que tiveram problemas para sair do papel e a revisão da oferta de energia das hidrelétricas do país, com uma revisão da garantia física das usinas, que é o montante de eletricidade que elas podem vender no mercado.

    O presidente da EPE disse ainda que há perspectiva de que ao menos alguns grandes projetos termelétricos contratados nos últimos anos não sejam de fato construídos, o que abriria ainda mais espaço para contratar outros empreendimentos.

    “Não consigo dizer um número... O recado principal é que estamos trabalhando dentro da boa técnica para fazer um bom leilão, porque existem formas e mecanismos de fazer, e a gente está otimista”, disse.

Por Luciano Costa

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