22 de Setembro de 2017 / às 17:10 / 2 meses atrás

Volkswagen tenta assegurar suprimento de cobalto na mudança para carros elétricos

LONDRES (Reuters) - A alemã Volkswagen está se mexendo para assegurar o suprimento de longo prazo de cobalto, componente vital de baterias recarregáveis, em meio à decisão do grupo de acelerar sua ambiciosa mudança para carros elétricos.

Modelos conceito da Volkswagen durante a Frankfurt Motor Show em Frankfurt, Alemanha 11/09/2017 REUTERS/Kai Pfaffenbach

Fontes da indústria de cobalto disseram à Reuters que a VW, a maior montadora de automóveis do mundo, pediu aos produtores que apresentem propostas de fornecimento do material por até 10 anos a partir de 2019.

A Volkswagen, que decidiu a mudança para veículos elétricos após envolvimento em um escândalo de emissão de poluentes de carros a diesel, planeja investir mais de 20 bilhões de euros em veículos de emissão zero até 2030, desafiando a montadora pioneira Tesla na criação de um mercado de massa.

A empresa, que pretende fabricar 3 milhões de veículos elétricos por ano até 2025, quer receber todas as propostas de cobalto até o fim de setembro. “Não há menção de quanto cobalto querem. Eles dizem quantos carros elétricos querem produzir, você tem que descobrir por você o conteúdo de cobalto”, disse uma fonte da indústria de cobalto.

A Volkswagen não respondeu às perguntas da Reuters sobre os detalhes do concorrência, mas observou que o grupo precisa de mais de 150 gigawatt-hora de capacidade de bateria anualmente até 2025 para seus veículos elétricos.

Isso significa grandes compras de matéria-prima. “O projeto é um dos maiores da história da indústria automotiva, com um volume de pedidos total de mais de 50 bilhões de euros”, disse a empresa em comunicado. “Isso atenderá as necessidades do grupo para a primeira onda de mobilidade elétrica.”

Espera-se que a demanda de cobalto dispare nos próximos anos devido à revolução dos veículos elétricos, com os governos de todo mundo buscando reduzir a poluição. A Volkswagen está sob pressão especial, já que demorou a abraçar carros elétricos e a tecnologia de direção autônoma até admitir há dois anos que fraudou testes de emissões de diesel dos EUA.

Os fabricantes de baterias e automóveis precisam assinar acordos plurianuais para garantir suprimentos de matérias-primas, incluindo cobalto e lítio.

O Congo produz cerca de 65 por cento dos suprimentos globais de cobalto estimados em cerca de 100 mil toneladas este ano. Canadá, China, Rússia, Austrália e Zâmbia também são fontes importantes.

Do lado das empresas, o mercado é dominado pela Glencore, que produziu mais de 28 mil toneladas no ano passado.

De acordo com fontes da indústria de cobalto, a Volkswagen disse que quer todos os contratos acordados até o final do ano.

Os veículos elétricos usam baterias recarregáveis contendo cobalto, subproduto da produção de cobre e níquel, que aumenta a densidade de energia e a vida útil da bateria. Isso permite que as montadoras ofereçam garantias entre oito e dez anos.

Reportagem de Pratima Desai

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