September 26, 2017 / 1:38 PM / 8 months ago

Indústria de café do Brasil está apreensiva com restrição na oferta, diz Abic

Por José Roberto Gomes

Trabalhador seleciona grãos de café durante coleita em Espírito Santo do Pinhal, no Estado de São Paulo 18/05/2012 REUTERS/Nacho Doce

SÃO PAULO (Reuters) - A indústria de café no Brasil avalia que a restrição na oferta do grão para suas atividades deve-se a uma questão de preço, mas está “um pouco apreensiva”, caso esse cenário se prolongue, disse nesta terça-feira o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Ricardo Silveira.

Na semana passada, a Reuters mostrou que produtores estão segurando a safra recém-colhida à espera de cotações mais atrativas. Além disso, indefinições sobre o tamanho da colheita no próximo ano, dada a estiagem recente, também deixam os cafeicultores cautelosos em comercializar seu produto.

“Já era esperado que a safra deste ano fosse menor, porque é um ciclo de baixa (para o arábica). Mas com os preços em queda, a oferta está ainda mais seletiva (para a indústria). Se o produtor acha que não está sendo remunerado com esses preços, ele segura o café”, comentou Silveira no intervalo de evento da Abic, em São Paulo, para premiar as melhores marcas de café de 2017.

Pelos dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2017 de café no Brasil será 12,8 por cento menor ante a de 2016, com 44,77 milhões de sacas, puxada para baixo justamente pela menor produção de arábica.

Para o próximo ano, Silveira disse apenas que as perspectivas são preocupantes em razão da falta de chuvas nas principais áreas produtoras do Brasil nas últimas semanas, condição climática que fez o setor deixar de apostar em uma supersafra.

Indagado sobre a necessidade de importação de café em um cenário assim, o presidente da Abic disse que este é um assunto “dormente” por ora.

“Pelo que sabemos, já está tudo certo para se autorizar a importação de café, mas estamos em um governo de transição. Então esse assunto ficará só para o próximo governo, após as eleições de 2018”, explicou.

A indústria pleiteou com força anteriormente a liberação de importação de café verde como forma de compensar a quebra de safra de conilon (robusta) no Espírito Santo.

A variedade é utilizada para o “blend” com o arábica pela indústria torrefadora, além de ser bastante utilizada na produção do café solúvel.

PREMIAÇÃO

A Abic premiou nesta terça-feira as marcas que se destacaram dentro do Programa de Qualidade de Café (PQC) de 2017. O programa reúne 748 marcas certificadas.

Na categoria tradicional, a marcada premiada foi o Café Pelé, da Jacobs Dowe Egberts (JDE), enquanto na categoria superior foi o Café Fraterno, da torrefadora DPS Gonçalves.

Quanto à categoria gourmet, o premiado foi a marca 3 Corações Orgânico Vácuo, do Grupo 3 Corações.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below