26 de Setembro de 2017 / às 16:06 / em 2 meses

Consumo de café no Brasil pode crescer até 3,5% em 2017, diz Abic

SÃO PAULO (Reuters) - O consumo de café no Brasil deverá crescer entre 3 e 3,5 por cento em 2017 na comparação com 2016, refletindo a maior demanda por produtos de melhor qualidade e também a expansão nos pontos de venda, disse nesta terça-feira o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz.

Trabalhadores carregam sacas de 60 kg de grãos de café para exportação em contêiner em Santos, Brasil 10/12/2015 REUTERS/Paulo Whitaker

Segundo ele, no ano passado o consumo interno foi de cerca de 21,2 milhões de sacas e pode chegar em 2017 a 22 milhões de sacas, em uma “hipótese otimista”, dado que o país ainda está em processo de recuperação econômica após dois anos seguidos de recessão.

O volume leva em consideração cafés torrado & moído e solúvel.

“Esse aumento deve-se ao consumo de cafés de melhor qualidade, ao maior consumo entre a população jovem, à associação do benefício do café para a saúde e à ampliação dos pontos de venda”, destacou Herszkowicz, em entrevista a jornalistas.

“Tudo isso representa um estímulo ao crescimento”, acrescentou ele, após evento da Abic para premiar as melhores marcas de 2017, segundo o Programa de Qualidade de Café (PQC) da entidade.

SAFRA 2018

Embora a Abic não realize estimativas para a colheita de café do próximo ano, seguindo os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Herszkowicz afirmou que as perspectivas para a safra 2018 inspiram preocupação em razão da estiagem recente.

“Já se começa a falar dessa temperatura muito alta, que os grãos ficaram miúdos, que pode prejudicar o pegamento”, comentou o executivo da Abic.

Herszkowicz reafirmou ainda que há café no mercado após a colheita da safra deste ano, mas que a oferta para a indústria está seletiva já que produtores estão segurando o grão à espera de preços mais remuneradores.

Ele disse que há um suporte aos preços locais pelos estoques enxutos de café no mercado interno, mas isso acaba sendo compensado pelas maiores reservas em dez anos nos Estados Unidos, de 7,6 milhões de sacas, que impactam os valores internacionais.

”O que poderia impulsionar os preços aqui acaba sendo compensado pelos estoques lá fora”, concluiu.

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