27 de Setembro de 2017 / às 21:17 / em 2 meses

Bovespa cai pelo 5º dia e vai abaixo de 74 mil pontos, por preocupação com avanço de reformas

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou no vermelho pelo quinto pregão seguido e perdeu os 74 mil pontos, com o movimento de ajuste ainda amparado nas preocupações em relação à cena política e ao andamento das reformas, em dia marcado por leilões de áreas de petróleo e gás e hidrelétricas.

O Ibovespa fechou em queda de 0,7 por cento, a 73.796 pontos, acumulando perda de 2,9 por cento em cinco pregões. Desde o dia 8 de setembro o Ibovespa não fechava abaixo de 74 mil pontos. O giro financeiro somou 9,37 bilhões de reais.

No leilão para concessão de quatro hidrelétricas antes operadas pela Cemig, o governo federal obteve 12,13 bilhões de reais, frente a um mínimo de 11 bilhões de reais estimado se as usinas fossem arrematadas sem ágio. Já a rodada de licitação de blocos de petróleo e gás terminou com bônus total recorde de 3,842 bilhões de reais.

Apesar dos resultados dos leilões, os investidores seguem preocupados com o capital político do governo do presidente Michel Temer para avançar com as reformas, principalmente a da Previdência. Essas preocupações ajudaram a tirar o Ibovespa das máximas históricas registradas na semana passada.

Nesta sessão, as preocupações ganharam força devido à oposição de deputados mineiros ao leilão das hidrelétricas, disse o analista-chefe da Rico Investimentos, Roberto Indech.

“O resultado do leilão em si podemos considerar positivo, mas o que ficou foi a preocupação com essa bancada de deputados de Minas Gerais que era contra o leilão”, disse Indech.

DESTAQUES

- CEMIG PN caiu 1,61 por cento, depois de oscilar entre uma máxima de 2,48 por cento e uma mínima de 2,24 por cento, em mais uma sessão volátil para o papel. Investidores digeriam o resultado do leilão das hidrelétricas que pertenceram à elétrica mineira, mas cujos contratos venceram e não foram renovados. A elétrica mineira chegou a se habilitar para a disputa por meio da Aliança, uma joint venture com a mineradora Vale, mas não apresentou nenhuma proposta no certame.

- COPEL PNB recuou 2,63 por cento, anulando os ganhos vistos no começo do pregão, após a empresa cortar seu programa de investimentos de 2017 em 19 por cento, para 2,33 bilhões de reais, ante 2,87 bilhões de reais considerados anteriormente. Segundo analistas da Guide Investimentos, a Copel fez grandes investimentos nos últimos meses, o que pressionou seu fluxo de caixa. Desta forma, a redução anunciada pode dar um fôlego de curto prazo para a empresa.

- ELETROBRAS PNB caiu 4,52 por cento e ELETROBRAS ON perdeu 2,88 por cento, em movimento de ajuste após fortes ganhos desde o anúncio dos planos de privatização da empresa e com investidores avaliando o resultado do leilão de hidrelétricas desta sessão. Também pesou a informação de que o governo prevê que a venda de seis distribuidoras de eletricidade da Eletrobras seja realizada no primeiro trimestre de 2018.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON perderam 1,61 por cento cada, em sessão sem viés único para os preços do petróleo no mercado internacional e de leilão de áreas de petróleo no Brasil. A estatal fez, em conjunto com a Exxon Mobil, os maiores lances do certame para arrematar blocos na Bacia de Campos.

- VALE ON subiu 1,37 por cento, em linha com os ganhos dos contratos futuros do minério de ferro na China. Os papéis chegaram a operar em baixa, caindo 1,49 por cento na mínima, quando o cenário negativo do mercado como um todo atingiu também as ações da mineradora.

- FIBRIA ON subiu 3,55 por cento, liderando a ponta positiva do Ibovespa, após analistas do BTG Pactual destacarem a visão positiva com o avanço do projeto Horizonte 2, adiantado em dois meses e abaixo do orçamento.

- EMBRAER ON avançou 2,44 por cento, favorecida pela decisão dos Estados Unidos de impor tarifas compensatórias preliminares antisubsídios de 220 por cento nos jatos CSeries produzidos pela Bombardier. A medida, segundo analistas do BTG Pactual, deve reforçar a liderança da Embraer no mercado de aviação regional dos EUA.

Por Flavia Bohone

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