June 5, 2018 / 2:13 PM / 5 months ago

Bovespa perde fôlego e toca mínimas pressionado por bancos; política segue no radar

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice de ações da B3 abandonava a tentativa de melhora e tocava mínimas da sessão nesta terça-feira, caindo cerca de 1 por cento, em meio a piora generalizada no pregão, com as ações de bancos privados entre as maiores pressões negativas.

Às 12:36, o Ibovespa caía 1,07 por cento, a 77.758 pontos, perto da mínima da sessão (77.406 pontos).

Mais cedo, ajudado pelas ações de siderúrgicas e mineradoras, o índice subiu 0,4 por cento, máxima até o momento.

O volume financeiro no pregão somava 4,6 bilhões de reais.

De acordo com profissionais da área de renda variável, a bolsa segue fragilizada pela saída de estrangeiros, com maio registrando saldo negativo de 8,4 bilhões de reais e junho começando com saída líquida de quase 1 bilhão de reais.

Além disso, permanece o receio com o desfecho das eleições em outubro, com nova pesquisa mostrando os pré-candidatos considerados reformistas pelo mercado mostrando desempenho fraco, enquanto nomes de oposição, vistos como ‘mais arriscados’ ganhando espaço na preferência dos eleitores.

A disparada do dólar ante o real também pesava no pregão de acordo com um dos gestores ouvidos pela Reuters. Na máxima, a moeda norte-americana subiu 1,7 por cento, a 3,8076 reais, mas reduziu o avanço com a atuação do Banco Central.

“Há também o impasse em resolver a questão relacionada aos preços dos combustíveis, o que acaba pesando em Petrobras, papel com peso relevante no Ibovespa”, disse o gestor Marco Tulli Siqueira, da mesa de operações de Bovespa da Coinvalores.

No final da manhã, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que não há espaço para subsídio para a gasolina.

No exterior, o índice MSCI de ações de mercados emergentes caía 0,14 por cento, enquanto o dólar tinha leve alta ante uma cesta de moedas.

Em Wall Street, os principais índices acionários tinham leves variações, sem direção única.

DESTAQUES

- BRADESCO PN caía 2,78 por cento e ITAÚ UNIBANCO PN recuava 1,76 por cento, em meio à piora no pregão, pesando no Ibovespa dada a elevada participação que ambos detêm no índice. BANCO DO BRASIL perdia 2,44 por cento.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON caíam 0,91 e 0,9 por cento, em sessão sem viés definido, enquanto seguem as incertezas em relação à autonomia da petroleira de controle estatal. Investidores seguem monitorando notícias sobre a política de preços da companhia.

- ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON recuavam 6,4 e 5,35 por cento, após decisão do Tribunal Regional do Trabalho 1ª Região suspendendo o processo de privatização de distribuidoras de eletricidade da companhia que atuam no Norte e Nordeste.

- MAGAZINE LUIZA caía 2,7 por cento, em sessão negativa para o setor de consumo como um todo, tendo ainda no radar relatório do Credit Suisse cortando a recomendação das ações para ‘neutra’, embora os analistas sigam positivos sobre o desempenho da varejista.

- GERDAU PN valorizava-se 2,3 por cento, em sessão de alta das siderúrgicas, tendo como pano de fundo relatório do Morgan Stanley elevando a classificação das ações para ‘overweight’, com preço-alvo de 19 reais ante 18,3 reais anteriormente. O papel fechou a segunda-feira a 15,87 reais. CSN avançava 2,6 por cento e USIMINAS tinha alta de 0,85 por cento.

- VALE subia 1,33 por cento, em meio à alta do preço do minério de ferro à vista na China.

Por Paula Arend Laier

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