August 31, 2018 / 8:49 PM / 25 days ago

Ibovespa fecha em leve alta após dia volátil, mas acumula perdas em agosto

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa fechou a sexta-feira com o Ibovespa em leve alta, com bancos e Petrobras entre as maiores contribuições positivas, em sessão volátil e em linha com ocorrido ao longo de agosto. O movimento foi motivado por especulações ligadas à disputa presidencial, que dividiram o foco com eventos internacionais.

09/05/2016 REUTERS/Paulo Whitaker

O principal índice de ações da B3 subiu 0,36 por cento, a 76.677,53 pontos, após oscilar da mínima de 76.025,96 pontos à máxima de 77.202,24 pontos. O volume financeiro alcançou 11,2 bilhões de reais.

Na semana, o Ibovespa contabilizou um pequeno acréscimo de 0,46 por cento, mas, em agosto, acumulou queda de 3,21 por cento. Em 2018, tem variação positiva de 0,36 por cento. Em dólar, contudo, cai 18,25 por cento.

O gestor Marcello Paixão, sócio da administradora de recursos Constância, considerou o ganho na sessão como uma recuperação após queda de 2,5 por cento na véspera, dado que não houve grandes mudanças no cenário em geral.

No quadro eleitoral, pesquisas sobre a preferência dos eleitores não mostraram grandes mudanças nas intenções de votos, mantendo o quadro bastante indefinido.

Na visão do chefe da área de renda variável da corretora de um banco relevante em São Paulo, parte da melhora no pregão desta sexta-feira, inclusive em relação ao exterior, refletiu expectativas relacionadas a uma potencial impugnação da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sessão extraordinária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta sexta-feira o registro da candidatura de Lula, processo esse que deve retirar o petista - líder das pesquisas de intenção de voto - da corrida ao Palácio do Planalto.

“Apesar de dada, a decisão ocupou o foco e a aposta na negativa do registro ajudou a melhorar o mercado até mais do que o noticiário no exterior”, afirmou o profissional da corretora, que pediu para não ter o nome citado.

No exterior, o persistente conflito comercial entre Estados Unidos e parceiros econômicos, notadamente Canadá e China, continuou pressionando os mercados, mas desdobramentos mais positivos relacionados à Argentina trouxeram algum alívio na aversão a risco em mercados emergentes.

O FMI disse que trabalha com a Argentina para fortalecer programa econômico apoiado pelo Fundo e o Banco Mundial manifestou “forte apoio” e disse que planeja liberar 1,75 bilhão de dólares em compromissos previamente anunciados nos próximos 12 meses.

O último pregão de agosto também é marcado pelo rebalanceamento do Ibovespa, com a composição que será válida de setembro a dezembro excluindo os papéis da elétrica CPFL Energia e as units da companhia paranaense de saneamento básico Sanepar.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN encerrou com elevação de 1,37 por cento, respondendo por um dos principais suportes para a alta do Ibovespa, com o setor bancário entre os mais sensíveis a especulações sobre a corrida presidencial. BRADESCO PN terminou em alta de 1,36 por cento, SANTANDER BRASIL UNIT subiu 1,02 por cento e BANCO DO BRASIL ganhou 0,57 por cento.

- PETROBRAS PN subiu 2,45 por cento, apesar da queda do petróleo, tendo no radar divulgação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) dos novos preços de referência para a comercialização de diesel no Brasil, além de seguir suscetível a expectativas com o cenário eleitoral no país.

- RUMO avançou 6,51 por cento, após ter o contrato de concessão ferroviária da Malha Paulista prorrogado antecipadamente pela Agencia Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), um passo fundamental para que a empresa mantenha até 2058 a concessão do importante corredor de transporte da produção agrícola brasileira e que analistas avaliam que pode destravar valor na ação da empresa.

- GOL PN valorizou-se 3,03 por cento, apoiada na queda de 1,78 por cento do dólar ante o real, para 4,0724 reais na venda.

- VALE caiu 1,74 por cento, maior peso negativo no Ibovespa dado o seu relevante peso na composição do índice, que vai aumentar na nova carteira que entra em vigor a partir de segunda-feira, conforme prévia conhecida na véspera.

- AMBEV perdeu 0,79 por cento, tendo no radar a crise na Argentina, que tem derrubado a cotação do peso. De acordo com cálculos da equipe do BTG Pactual, a cada 10 por cento de desvalorização da moeda, o Ebitda cai 1,2 por cento.

- FIBRIA recuou 2,45 por cento, após renovar cotação máxima intradia histórica na semana passada, afetada também pela queda do dólar ante o real A edição desta sexta-feira do jornal Valor Econômico traz que a B3 está investigando movimentação atípica de ações com a companhia. No mês, os papéis acumulavam até a véspera elevação de 9,7 por cento. SUZANO cedeu 2,55 por cento.

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