September 3, 2018 / 7:29 PM / in 2 months

REEDIÇÃO-Plantio de soja 18/19 no Brasil crescerá 2% e safra será recorde, prevê FCStone

(Esclarece no segundo parágrafo que se trata de “hectare”, e não “tonelada”)

Homem trabalha em pilha de soja armazenada em Sorriso, Mato Grosso, Brasil 27/09/2012 REUTERS/Nacho Doce

SÃO PAULO (Reuters) - O plantio de soja na safra 2018/19 do Brasil, que se inicia neste mês, deve crescer 2 por cento em relação ao ciclo anterior, mas o incremento de produção tende a ser bem mais tímido, uma vez que não se espera repetição do rendimento “excepcional” visto em 2017/18, disse a INTL FCStone nesta segunda-feira.

Em sua primeira estimativa para o novo ciclo, a consultoria disse que a área plantada com a oleaginosa no maior exportador global da commodity deve ir a um recorde de 35,86 milhões de hectares, com as intenções de semeadura crescendo principalmente nos Estados do Centro-Oeste e do Rio Grande do Sul.

Já a colheita de soja deve subir apenas 0,2 por cento, para históricos 119,18 milhões de toneladas, com a produtividade por hectare atingindo 3,32 toneladas, ante 3,39 toneladas no ano passado.

“Mesmo com o crescimento de área, pelo menos por enquanto, não se espera que a produtividade excepcional do ciclo 2017/18 se repita em alguns Estados”, afirmou a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi, em nota.

As projeções foram divulgadas no mesmo dia em que uma liminar que poderia suspender o registro de produtos à base de glifosato, importante herbicida usado no cultivo de soja, foi cassada, aliviando os receios quanto à nova safra.

A consultoria disse ainda que espera exportações de 71 milhões de toneladas de soja no ciclo 2018/19, ante um recorde de 74 milhões em 2017/18. A retração se daria diante de estoques mais enxutos.

“Um ponto que poderia mudar o panorama do consumo, seria um acordo entre EUA e China que suspendesse a taxação de 25 por cento sobre a soja norte-americana”, ponderou Ana Luiza.

MILHO

A INTL FCStone também projetou que o Brasil deve aumentar a área plantada com milho na primeira safra, a de verão, em 2,5 por cento, para 5,2 milhões de hectares, com destaque para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás.

“Como no começo de 2018, houve dificuldade em se encontrar milho no mercado doméstico e a safra de verão tem ficado cada vez menor, além dos preços internos estarem fortalecidos, existe algum incentivo para ganhos de área, destacando-se que em termos absolutos o aumento é de pouco mais de 126 mil hectares”, disse Ana Luiza.

A produção está estimada em 27,2 milhões de toneladas, com rendimento médio de 5,24 toneladas por hectare.

Por José Roberto Gomes

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