September 12, 2018 / 2:07 PM / 2 months ago

Rússia vê mercado de petróleo "frágil" por geopolítica e diz que pode elevar produção

VLADIVOSTOK (Reuters) - Os mercados globais de petróleo continuam “frágeis” devido à geopolítica e declínios na produção em diversas regiões, disse o ministro de Energia russo nesta quarta-feira, adicionando, no entanto, que o país pode aumentar sua produção se necessário.

Os comentários vêm em um momento em que os preços do petróleo miram os 80 dólares por barril, ante pouco acima de 60 dólares em fevereiro, em meio a problemas na oferta e à expectativa de sanções dos Estados Unidos contra o Irã.

“Hoje, a situação é bem frágil, claro, e isso está relacionado ao fato de que nem todos países conseguiram recuperar seus mercados e produção”, disse o ministro russo Alexander Novak durante uma conferência sobre economia em Vladivostok.

“A produção na Venezuela está caindo bem fortemente, em 50 mil barris por dia. Isso significa que o mercado ainda não está equilibrado em uma perspectiva de longo prazo”, afirmou.

As exportações de petróleo da Venezuela caíram pela metade ao longo do ano passado, para pouco mais de 1 milhão de barris por dia (bpd) conforme o país sofre uma crise econômica e política.

Novak também alertou sobre o impacto nos mercados das iminentes sanções dos EUA contra as exportações do Irã, que devem ser implementadas a partir de novembro.

“Isso é uma enorme incerteza sobre o mercado —como os países que compram quase 2 milhões de barris por dia do petróleo iraniano irão agir. Na Europa, na região Ásia-Pacífico... há muita incerteza. A situação deve ser acompanhada de perto, e as decisões corretas devem ser tomadas”, afirmou.

Se o mercado ficar sobreaquecido e os preços saltarem, Novak disse que há potencial para alguns países elevarem a produção.

“A Rússia tem potencial para aumentar a produção em 300 mil barris por dia (bpd) no médio prazo, levando em consideração o nível de outubro de 2016”, afirmou ele, em referência ao nível de produção utilizado pelo país como base no acordo de restrição da produção junto à Opep em 2017.

Naquele mês, a Rússia produziu 11,247 milhões de barris por dia, um recorde para o período pós-soviético.

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