October 1, 2018 / 12:32 PM / 2 months ago

Crescimento de produção de petróleo da Opep é limitado por Irã, diz pesquisa

Máquina de extração de petróleo em Strasbourg, França 06/10/2017 REUTERS/Christian Hartmann

(Reuters) - A Opep registrou um crescimento limitado na produção de petróleo em setembro, informou uma pesquisa da Reuters, com os cortes nos embarques do Irã devido às novas sanções norte-americanas compensando o aumento da oferta na Líbia, Arábia Saudita e Angola.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo bombearam 32,85 milhões de barris por dia (bpd) em setembro, mostrou a pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 90 mil bpd acima do nível revisado de agosto e a maior quantidade mensal neste ano.

Porém os 12 integrantes de 15 que estão comprometidos com um acordo de limite de oferta, na verdade, reduziram a produção em 70 mil bpd, devido aos declínios no Irã e na Venezuela, impulsionando o comprometimento com os cortes de oferta para 128 por cento, ante os 122 por cento revisados de agosto, mostrou a pesquisa.

Os preços da commodity estenderam um rali neste ano por expectativas de que as sanções sobre o Irã testarão a capacidade da Opep de repor a redução da oferta, apesar do acordo do grupo em junho de aumentar o bombeamento. A referência global do petróleo Brent chegou a tocar 84,73 dólares o barril nesta segunda-feira, uma máxima desde 2014.

“A situação da oferta de fato parece ser frágil, já que qualquer queda de produção, como a deterioração da situação da Venezuela, apertaria o fornecimento de petróleo”, disse Norbert Rücker, do Julius Baer.

O acordo de junho da Opep incluiu o grupo, a Rússia e outros aliados, que voltariam a 100 por cento de cooperação com os cortes da produção que começaram em janeiro de 2017, depois de meses de produção fraca na Venezuela e outros países aderindo a mais de 160 por cento de comprometimento.

Apesar de a Arábia Saudita já ter revertido quase totalmente sua promessa de redução de oferta em 486 mil bpd, isso não compensou totalmente as perdas no Irã e o declínio da produção na Venezuela e em Angola.

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