October 17, 2018 / 11:13 AM / a month ago

Premiê da China vê "pressão crescente" sobre a economia em meio a riscos comerciais

PEQUIM (Reuters) - A economia da China enfrenta uma pressão crescente e o governo vai tomar medidas para evitar grandes flutuações no crescimento planejado, disse o Premiê Li Keqiang durante uma viagem para a Europa.

Premiê chinês, Li Keqiang, fala durante evento em Pequim, China 07/09/2018 Mark Schiefelbein/Pool via REUTERS

“Com o ambiente internacional complicado e volátil, as pressões sobre a economia da China aumentaram, mas estamos determinados, e somos capazes, de lidar com os riscos e desafios”, disse Li em discurso em visita à Holanda na terça-feira.

A China está envolvida em uma guerra comercial com os Estados Unidos, com Washington ameaçando intensificar o confronto depois de impor tarifas sobre 250 bilhões de dólares em produtos chineses.

Algumas cidades e regiões chinesas voltadas para a exportação, como a província de Guangdong, no sul do país, já sentiram a pressão da disputa, apressando-se para reduzir o impacto com uma série de medidas e incentivos para ajudar os exportadores com dificuldades.

Li não detalhou quais medidas o governo deve tomar para estabilizar o crescimento e evitar flutuações.

Ele disse que espera que o crescimento econômico da China fique “dentro de uma faixa razoável” no terceiro trimestre, e demonstrou confiança em alcançar as metas de crescimento este ano.

Uma pesquisa da Reuters com 68 economistas mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) provavelmente cresceu 6,6 por cento entre julho e setembro em relação ao mesmo período do ano anterior, desacelerando em relação ao crescimento de 6,7 por cento do trimestre anterior e no ritmo mais fraco desde o primeiro trimestre de 2009.

A China tem como objetivo um crescimento de 6,5 por cento em 2018.

“A economia da China continua estável, com o consumo se tornando um fator determinante para o crescimento”, disse Li.

Li se encontrou com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, na terça-feira em Haia, e assinou vários acordos, incluindo um de 1,6 bilhão de euros com a Lithium Werks BV para construir uma nova fábrica de baterias na China.

Ele reiterou em seu discurso a determinação da China em proteger melhor os direitos de propriedade intelectual e facilitar ainda mais o acesso ao mercado para empresas estrangeiras.

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