October 23, 2018 / 1:03 PM / in 23 days

Itália e bancos do país são um risco, mas não há necessidade de pânico, diz chefe de fundo de regaste da UE

LUXEMBURGO (Reuters) - O diretor-executivo do fundo de resgate da zona do euro disse nesta terça-feira que os planos orçamentários da Itália são um risco que preocupam os bancos domésticos, mas alertou contra o pânico porque o contágio a outros países ainda era “muito limitado”.

Diretor-executivo do fundo de resgate da UE, Klaus Regling, durante coletiva de imprensa 02/11/2017 REUTERS/Yiannis Kourtoglou

O plano de orçamento da Itália para 2019 prevê um déficit de 2,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), que está muito acima dos compromissos assumidos pelo governo anterior e arrisca aumentar a enorme dívida pública do país, violando as regras fiscais da União Europeia.

“Há um risco com a Itália. Estamos preocupados com a Itália porque os planos orçamentários não são compatíveis com o quadro fiscal da UE”, disse Klaus Regling em uma coletiva de imprensa em Luxemburgo.

Seus comentários foram feitos horas antes de a Comissão Europeia discutir os próximos passos de uma decisão que pode levar a uma rejeição sem precedentes do plano orçamentário italiano e, a longo prazo, a multas.

Regling, que chefia o fundo de resgate do ESM (Mecanismo de Estabilidade Europeu), com sede no Luxemburgo, destacou que os problemas de dívida da Itália são diferentes dos da Grécia, que precisou de três resgates da zona do euro na última década.

“Não se deve entrar em pânico”, disse Regling, listando as diferenças entre a atual situação da Itália e a longa crise da Grécia.

Ele disse que os fundamentos da Itália eram muito mais sólidos, pois o país tinha apenas um déficit nominal limitado e um superávit em conta corrente, acrescentando que sua dívida tinha uma maturidade média relativamente longa que ajudava a proteger o país da pressão do mercado.

Regling alertou, no entanto, sobre os riscos enfrentados pelo setor bancário italiano, devido aos rendimentos mais elevados da dívida pública, que reduzem o valor das grandes reservas de títulos italianos e podem forçar novas recapitalizações.

Embora os problemas de dívida da Itália já tenham se espalhado pelo sistema bancário doméstico, Regling disse que até agora houve “um contágio muito limitado” para outros países da zona do euro.

Ele acrescentou que “um ou dois” bancos gregos sofreram devido ao contágio da Itália, mas disse que seus problemas também foram causados ​​por níveis muito altos de inadimplência. Ele não nomeou as instituições.

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