October 26, 2018 / 1:54 PM / a month ago

Expectativas de inflação da zona do euro ficam inalteradas apesar de desaceleração no crescimento, mostra pesquisa do BCE

Imagem ilustrativa de moeda de euro 08/04/2017 REUTERS/Kai Pfaffenbach

FRANKFURT (Reuters) - O preços na zona do euro deverão continuar crescendo 1,7 por cento por ano até 2020, apesar da fraqueza da inflação subjacente e do crescimento econômico, mostrou uma pesquisa do Banco Central Europeu (BCE) nesta sexta-feira.

O BCE confirmou na véspera seus planos de encerrar seu programa de estímulo de 2,6 trilhões de euros no final deste ano e disse que vai elevar as taxas de juros em algum momento após o próximo verão (no hemisfério norte), porque ainda vê a inflação se mantendo, apesar das incertezas em torno do crescimento.

Sua mais recente Pesquisa de Analistas Profissionais nesta sexta-feira apoiou essa linha de pensamento, com as expectativas permanencendo inalteradas para a inflação global para este ano e os dois seguintes, a 1,7 por cento, e no longo prazo a 1,9 por cento.

Mas os analistas consultados pelo BCE cortaram suas estimativas para o núcleo da inflação, que desconsidera os preços mais voláteis de energia e alimentos, e o crescimento econômico para este ano e o próximo.

“Os entrevistados atribuíram suas revisões a fatores externos, como preços mais altos de energia que pesam sobre a renda disponível, e muitos também notam ... algum impacto negativo nas exportações e no investimento devido ao aumento da incerteza em torno das perspectivas para o comércio mundial”, disse o BCE.

O banco central da zona do euro tem como meta uma taxa de inflação “abaixo, mas próxima de 2 por cento” no médio prazo.

Em sua pesquisa, o BCE também observou que o crescimento nos preços principais ainda estava acelerando, embora agora 10 pontos básicos mais lento, a 1,2 por cento este ano e 1,5 por cento no próximo.

“A recuperação esperada da inflação permaneceu sustentada por uma recuperação do crescimento anual da remuneração por empregado, que deve aumentar para 2,3 por cento até 2020”, disse o banco central.

Por Francesco Canepa

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