November 5, 2018 / 9:30 AM / 11 days ago

Governo Bolsonaro quer focar no controle dos gastos para atrair investimento, diz fonte

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo do presidente eleito Jair Bolsonaro pretende “arrumar a casa”, controlando a expansão dos gastos com reformas estruturantes para atrair investimentos, afirmou uma fonte próxima ao futuro ocupante do Palácio do Planalto.

Presidente eleito, Jair Bolsonaro 28/10/ 2018. REUTERS/Pilar Olivares

“O problema maior do Brasil está no excesso de gastos, então o descontrole do Brasil não está lá fora, está aqui. São despesas em excesso, obrigatórias e carimbadas”, disse à Reuters no domingo uma fonte próxima ao presidente eleito, que pediu anonimato.

“As despesas previstas na Constituição são galopantes e crescentes. Uma delas é a Previdência, que vamos atacar. E ainda tem a máquina do funcionalismo, que é muito cara. É um buraco que só faz crescer. Por isso a ordem é olhar para o umbigo e arrumar a casa”, acrescentou a fonte.

Na avaliação dessa pessoa, arrumando a casa e impedindo o crescimento das despesas, naturalmente, haverá um retorno do investimento no país que vai proporcionar um impulso no crescimento da economia e geração de renda e emprego.

“Não deixar crescer a despesa é a chave do negócio. Não vamos deixar crescer no ritmo que vinham crescendo os gastos”, declarou. O caminho para a conter os gastos será a aprovação de reformas estruturantes como a da Previdência, tributária e outras, avaliou.

No sábado, uma outra fonte ligada à equipe de Bolsonaro, disse à Reuters que os integrantes da transição que começam a trabalhar nessa semana em Brasília, vão mergulhar fundo nos dados do atual governo para buscar zerar o déficit fiscal já em 2019 e garantir o equilíbrio fiscal de forma sustentada ao longo dos próximos anos. Especialistas vêem com ceticismo essa possibilidade.

Sobre a retomada da CPMF, a fonte afirmou que não há uma posição fechada e que “isso está dando uma confusão danada”.

“O que eu posso dizer é que no governo (Bolsonaro) não haverá aumento de imposto. O que se fará é uma simplificação de impostos que são excessivos no país”, afirmou.

“Vamos tirar impostos também sobre a folha de pagamentos das empresas no país”, complementou a fonte, ao dizer que os detalhes ainda estão sendo analisados.

Sobre parcerias estratégicas com outros países, segundo a fonte, ao contrário do passado recente, quando o país foi governado pelo PT, as relações serão orientadas obrigatoriamente pelos interesses econômicos e não por questões ideológicas. Não haverá restrições no futuro a parceiros comerciais, afirmou, desde que o negócio seja bom para os dois lados e que não se guie pelo viés ideológico.

“Agora, dizer que não priorizaremos o Mercosul é fake news”, afirmou. “Vamos comercializar sem base ideológica. Vai ser essa mensagem que vamos dar ao comércio global.”

Em declaração na semana passada, o presidente eleito disse que o Mercosul tem sua importância, mas está supervalorizado e que seu governo não quer implodir o bloco, mas dar a devida estatura.

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