November 27, 2018 / 9:55 PM / 21 days ago

Governo eleito do México indica aliado da esquerda para o banco central

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O futuro ministro das Finanças do México nomeou na véspera o economista Gerardo Esquivel como vice-presidente do banco central, a segunda indicação para o board pelo novo governo, após a escolha de um independente em setembro.

Gerardo Esquivel durante entrevista à Reuters na Cidade do México 21/08/2018 REUTERS/Gustavo Graf

Em um artigo de opinião publicado em jornal em 2016, Esquivel, que se formou em Harvard, levantou a questão se o Banco do México deveria adotar um duplo mandato para promover crescimento, bem como baixa inflação, e argumentou por visões mais diversificadas no board.

Esquivel foi um porta-voz de assuntos econômicos na campanha do presidente eleito Andrés Manuel López Obrador. Ele é casado com a escolha de López Obrador para ministra da Economia, Graciela Márquez, e inicialmente iria atuar como vice-ministro de Finanças no gabinete.

López Obrador, que garantiu uma enorme vitória eleitoral em julho, assume no sábado.

Em seu perfil no Twitter, Esquivel disse que “seu coração bate com a esquerda”. Em 2015, ele foi co-autor de um estudo da Oxfam intitulado “Desigualdade extrema no México”, que explorou o rápido crescimento de riqueza do pequeno grupo de bilionários do México.

“Eu estou convencido da importância da independência de bancos centrais”, disse ele na terça-feira, em um tweet no qual prometeu se concentrar em alcançar os objetivos do Banco do México.

Ele não respondeu imediatamente a um pedido de entrevista para esta reportagem.

Em uma coluna no diário mexicano El Universal, Esquivel também defendeu fortemente a independência do banco central, mas sugeriu um debate sobre eventual mudança de seu mandato.

“Talvez o que nós precisamos começar a nos perguntar é se está na hora de se mover em direção a um objetivo duplo (crescimento e inflação) no banco central, em vez de um objetivo único (inflação), do mesmo modo como acontece em outros países, como os Estados Unidos”, escreveu ele.

Ele também citou um artigo no qual o economista Jonathan Heath argumentou por uma “pluralidade de visões e perspectivas sobre a economia” no board de cinco pessoas do banco central.

O futuro ministro das Finanças, Carlos Urzua, nomeou Heath para o board do banco em setembro, para substituir um outro vice-diretor. Esquivel vai substituir outro vice-diretor, que está saindo por questões de saúde.

Reportagem de Frank Jack Daniel

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