January 7, 2019 / 1:30 PM / 8 months ago

Máquina de crédito do Estado sofreu desvirtuamento, bancos públicos terão novo olhar, diz Guedes

Ministro da Economia, Paulo Guedes 07/01/2019 REUTERS/Adriano Machado

BRASÍLIA (Reuters) - A máquina de crédito do Estado brasileiro sofreu um desvirtuamento nos últimos anos, avaliou nesta segunda-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, pontuando que a partir de agora os presidentes da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terão um “olhar novo” para a gestão das instituições.

Em discurso na posse dos novos presidentes dos bancos, Guedes apontou que o mercado brasileiro de crédito foi estatizado em meio ao dirigismo econômico e recebeu intervenções que foram danosas, citando empréstimos “estranhos” do BNDES após ser capitalizado pela União, favorecendo empresas amigas dentro da política de campeãs nacionais.

“Nós, economistas liberais, não gostamos disso”, disse.

O ministro chamou atenção para o fato de o BB também ter recebido aumento de capital e disse que a Caixa foi vítima de “saques, fraudes e assaltos aos recursos públicos”.

A partir de agora, destacou ele, a tarefa dos novos presidentes é “fazer a coisa funcionar da maneira certa”. As nomeações aos bancos foram chanceladas por Guedes, que foi o responsável por indicar Pedro Guimarães à Caixa, o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy ao BNDES e Rubem Novaes ao BB.

“Quando o crédito é estatizado sobra menos para o resto do Brasil e aí os juros são absurdos”, afirmou Guedes.

“Perderam-se os bancos públicos através de associações perversas entre piratas privados, burocratas corruptos e algumas criaturas do pântano político”, acrescentou ele, repetindo frase que já tinha utilizado em seu primeiro discurso no cargo.

Em relação às atividades principais de cada banco, Guedes ressaltou que a Caixa é conhecida pelos financiamentos à casa própria, o BB pelo crédito à agricultura e por empréstimos em geral e o BNDES, por capital no longo prazo e pelo seu papel no financiamento à infraestrutura.

Por Marcela Ayres

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