January 22, 2019 / 5:38 PM / a month ago

Cinco unidades de frango do Brasil são desabilitadas a exportar a sauditas

SÃO PAULO (Reuters) - A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou nesta terça-feira que cinco unidades frigoríficas de carne de frango foram desabilitadas a exportar para a Arábia Saudita, maior importador do produto brasileiro, por razões técnicas.

Funcionários trabalham em frigorífico em Lapas, no Paraná 21/03/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

A associação, que representa os principais produtores de carnes de aves e suína do Brasil, afirmou ainda que 25 unidades continuam autorizadas a exportar aos sauditas, de um total de 58 habilitadas pelo Ministério da Agricultura brasileiro.

Do total de habilitadas, somente 30 embarcavam produtos efetivamente aos sauditas, disse a ABPA, ressaltando que o “impacto, portanto, é sobre cinco plantas frigoríficas”.

O comunicado foi divulgado após a versão online do jornal Folha de S.Paulo revelar mais cedo que a Arábia Saudita havia desabilitado cinco frigoríficos exportadores.

“As empresas autorizadas constam em uma lista divulgada pelas autoridades sauditas. As razões informadas para a não autorização das demais plantas habilitadas decorrem de critérios técnicos”, disse a ABPA em nota.

“Planos de ação corretiva estão em implementação para a retomada das autorizações”, acrescentou a ABPA, sem deixar claro no comunicado quais frigoríficos foram desabilitados.

Segundo a Folha, entre as cinco unidades descredenciadas pelos árabes estão unidades da BRF e JBS. As empresas não comentaram o assunto.

As ações da BRF chegaram a cair mais de 5 por cento nesta terça-feira e operavam ainda em queda acentuada no início da tarde.

As da JBS, que operaram em alta após a divulgação da notícia pela manhã, tinham leve baixa nesta tarde.

Segundo nota do Ministério da Agricultura do Brasil, o grupo de unidades habilitadas atualmente pelos sauditas respondeu no ano passado por 63 por cento do volume das exportações brasileiras de carne de frango para a Arábia Saudita.

O ministério disse ainda que está examinando o relatório da Arábia Saudita, elaborado após missão no ano passado, e encaminhará aos estabelecimentos as recomendações apresentadas.

Por Ana Mano

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