January 24, 2019 / 1:05 PM / 3 months ago

BCE mantém política monetária mas pode reconhecer crescimento fraco

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, durante reunião em Bruxelas, na Bélgica 21/01/2019 REUTERS/Francois Lenoir

FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu deixou inalterada sua política monetária nesta quinta-feira como esperado, mantendo na mesa uma alta dos juros mais tarde neste ano, mesmo com a economia da zona do euro sofrendo sua maior desaceleração em meia década.

Com a decisão desta quinta-feira, a taxa do BCE sobre os depósitos bancários, que atualmente é sua principal ferramenta de taxa de juros, permanece em -0,40 por cento.

A principal taxa de refinanciamento, que determina o custo do crédito na economia, permaneceu em 0,00 por cento, enquanto a taxa de empréstimo - a taxa de empréstimo de emergência para os bancos - continuou em 0,25 por cento.

Depois de encerrar seu programa de compra de 2,6 trilhões de euros em títulos há apenas algumas semanas, o BCE informou que ainda espera manter os juros em mínimas históricas “até” ao verão (no hemisfério norte), mantendo sua antiga orientação, mesmo com o mercado prevendo que a autoridade monetária deve adiar o movimento.

Mas o presidente do BCE, Mario Draghi, ainda pode reconhecer uma desaceleração no crescimento econômico, levantando a perspectiva de que qualquer nova normalização da política monetária pode ser adiada e sugerindo que o próximo movimento do banco pode até se de um afrouxamento em vez de um aperto.

Alemanha, França e Itália, as maiores economias da zona do euro, praticamente não cresceram no quarto trimestre de 2018 e uma pesquisa mostrou nesta quinta-feira que a atividade empresarial na zona do euro cresceu no ritmo mais lento desde 2013 no início deste ano.

Com grande parte de seu poder de fogo esgotado, Draghi deve usar suas poucas ferramentas restantes com moderação, sugerindo que a coletiva de imprensa desta quinta-feira seja mais composta por palavras de conforto do que por ações.

Os investidores agora apostam em um aumento de juros apenas em meados de 2020, enquanto uma pesquisa da Reuters com economistas previu que a primeira elevação em quase uma década deve acontecer no quarto trimestre.

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