February 8, 2019 / 12:21 PM / 9 days ago

Cerca de 500 pessoas são retiradas de Barão de Cocais (MG) por risco em barragem da Vale

REUTERS/Adriano Machado

RIO DE JANEIRO/BELO HORIZONTE(Reuters) - Moradores de Barão de Cocais, em Minas Gerais, foram retirados de suas residências na madrugada desta sexta-feira devido a um alerta de desnível na barragem Sul Superior da mina Gongo Soco, da Vale, informaram a mineradora e a prefeitura do município.

O alerta ocorre duas semanas após o rompimento de um depósito de rejeitos da companhia em Brumadinho, também em Minas Gerais, que deixou ao menos 157 mortos e quase 200 desaparecidos. Também nesta sexta-feira, sirenes foram acionadas em Itatiaiuçu (MG) por causa de risco em barragem da ArcelorMittal.

Em comunicado, a Vale disse que a Agência Nacional de Mineração (ANM) “determinou a evacuação de área à jusante da barragem Sul Superior da mina Gongo Soco”.

“A Vale ressalta que a decisão é preventiva e aconteceu após a empresa de consultoria Walm negar a Declaração de Condição de Estabilidade à estrutura”, acrescentou a companhia, dizendo que a ação teve início na madrugada, abrangendo cerca de 500 pessoas nas comunidades de Socorro, Tabuleiro e Piteiras.

A Reuters não conseguiu contato imediato com a Walm.

“Como medida de segurança, a Vale está intensificando as inspeções da barragem Sul Superior. Também será implantado equipamento com capacidade de detectar movimentações milimétricas na estrutura. A Vale está trazendo consultores internacionais para fazer nova avaliação da situação no próximo domingo.”

Em nota no Facebook, a Prefeitura de Barão de Cocais disse que os moradores estão sendo encaminhados para o Ginásio Poliesportivo da cidade, onde serão temporariamente abrigados.

A barragem Sul Superior é uma das dez barragens a montante inativas remanescentes da Vale, e faz parte do plano de aceleração de descomissionamento anunciado no final de janeiro pela maior produtora de minério de ferro do mundo.

Conforme a Vale, a barragem suportava a produção da mina de Gongo Soco, cuja produção de minério de ferro foi paralisada em abril de 2016.

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