February 14, 2019 / 1:37 PM / 6 months ago

CEO exalta retorno do Credit Suisse a lucro anual, alerta para incertezas

CEO do Credit Suisse, TIdjane Thiam, em coletiva com a imprensa. 02/14/2019. REUTERS/

ZURIQUE (Reuters) - O Credit Suisse registrou nesta quinta-feira seu primeiro lucro anual em quatro anos, depois que um plano de reestruturação de longa data teve sucesso, mas o segundo maior banco da Suíça alertou para uma incerteza significativa sobre como os mercados nos próximos meses.

Classificando o quarto trimestre como “teste de estresse” para os negócios, o presidente-executivo, Tidjane Thiam, disse que os resultados mostraram que o banco agora está em condições de enfrentar os mercados turbulentos - marcados por preocupações com a paralisação do governo norte-americano, tensões comerciais entre EUA e China e a saída pouco clara do Reino Unido da União Europeia.

“O antigo Credit Suisse teria realmente sofrido. E nós tivemos nosso melhor quarto trimestre desde 2013. Então essa é a magnitude da mudança que aconteceu”, disse ele à CNBC.

Mas a divisão de mercados globais do banco continua sendo um obstáculo. O Credit registrou prejuízo antes de impostos de 193 milhões de francos no quarto trimestre, dando continuidade a uma trajetória que analistas consideram decepcionante.

No geral, o banco disse que ficou “absolutamente atrás” da meta de rentabilidade traçada para 2019 de um retorno sobre o patrimônio tangível de 10 a 11 por cento.

Alcançar essa meta exigirá que o banco quase dobre seu lucro líquido de 2,06 bilhões de francos suíços em 2018 para 3,9 bilhões de francos suíços este ano, o que a instituição diz que deve alcançar graças a medidas de auto-ajuda que não dependem do crescimento da receita.

O Credit passou os últimos três anos e meio trabalhando para uma imagem de estabilidade como um banco de primeira linha para os ultra-ricos do mundo, encolhendo seu banco de investimentos e criando o “banco para empreendedores”.

Pela primeira vez desde a chegada de Thiam, o Credit Suisse em 2018 atraiu mais dinheiro de clientes de private banking que o UBS - o maior gestor de recursos do mundo -, uma proeza significativa dada a base de ativos muito maior do UBS.

Por Brenna Hughes Neghaiwi

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