February 21, 2019 / 11:52 AM / a month ago

EXCLUSIVO-BC da China vê corte de juros básicos como último recurso e pode usar outras ferramentas, dizem fontes

PEQUIM (Reuters) - O banco central da China ainda não está pronto para cortar os juros básicos para estimular a economia em desaceleração, apesar da inflação mais fraca e do fortalecimento do iuan, que provocaram expectativas no mercado para tal movimento, disseram fontes à Reuters.

Mas o Banco do Povo da China provavelmente cortará os juros baseados no mercado e vai realizar novas reduções do compulsório dos bancos para estimular o crescimento do crédito e reduzir os custos de financiamento das empresas, de acordo com fontes envolvidas nas discussões internas.

“Não podemos descartar um corte nos juros (básicos), mas ainda precisamos observar dados econômicos por alguns meses”, disse uma das fontes. “Não há razão suficiente para cortar os juros básicos se olharmos para a enorme quantidade de novos empréstimos em janeiro”.

Os parceiros comerciais da China e os principais bancos centrais estão cada vez mais preocupados com a rapidez com que a segunda maior economia do mundo está desacelerando e com quanto isso irá pesar no crescimento global.

O premiê Li Keqiang reiterou na quarta-feira que a China não irá recorrer a um fluxo grande de estímulos como os que foram adotados em contrações passadas. Mas após uma série de dados fracos, os investidores se perguntam se Pequim precisa acelerar ou intensificar medidas de apoio para reduzir o risco de uma desaceleração mais acentuada.

Analistas consultados pela Reuters projetam que a taxa de crescimento da China vai desacelerar para 6,3 por cento em 2019, mínima em 29 anos, e alguns acreditam que a atividade real já é muito mais fraca do que sugerem os dados do governo.

Mas os observadores da China ressaltam que o Banco do Povo da China tem muitas ferramentas para escolher antes de recorrer a instrumentos mais rígidos, como um corte na taxa básica de juros, o que pode reduzir os custos de financiamento mas também pode aumentar a dívida.

Mais cortes do compulsório são esperados nos próximos trimestres após cinco ao longo do último ano, sendo o mais recente em janeiro. O banco central também tem guiado para baixo as taxas do mercado monetário de várias maneiras, e ofereceu uma taxa ligeiramente melhor sobre o novo programa de empréstimo de médio prazo lançado em janeiro.

O banco central não respondeu imediatamente ao pedido da Reuters para comentários.

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