March 6, 2019 / 3:20 PM / 15 days ago

Enel avalia aporte para solucionar passivo da Eletropaulo com fundo de pensão

REUTERS/Stefano Rellandini

SÃO PAULO (Reuters) - A Enel Distribuição São Paulo (ex-Eletropaulo) (ELPL3.SA) informou que sua controladora Enel (ENEI.MI) avalia utilizar parte dos recursos obtidos com um processo de capitalização em curso para buscar uma solução total ou parcial para o déficit atuarial do fundo de pensão patrocinado pela empresa.

A Enel Américas (ENAM.SN) anunciou em 27 de fevereiro uma proposta de aumento de capital de até 3,5 bilhões de dólares, dos quais até 850 milhões seriam utilizados para reestruturação dos fundos de pensão “e outras contingências no Brasil”.

Em comunicado nesta quarta-feira, a Enel São Paulo disse que o objetivo desse aporte seria “apoiar estruturas ou mecanismo, ora em estudo, para mitigação dos riscos do passivo e possível solução (total ou parcial) do déficit atuarial de fundo de pensão patrocinado pela companhia”.

A elétrica ressaltou ainda que o objetivo já foi sinalizado publicamente pela subsidiária Enel Américas, sua controladora indireta, e que a operação ainda está sujeita a aprovações societárias.

“A companhia esclarece que está avaliando tais estruturas e mecanismos à luz da regulamentação vigente, e que a sua adoção dependerá de decisões em instâncias técnicas, acordos entre as partes envolvidas e de aprovações dos órgãos reguladores competentes, bem como aprovações societárias”, explicou.

O grupo italiano Enel fechou a aquisição da Eletropaulo em junho do ano passado, após uma guerra de ofertas com os espanhóis da Iberdrola.

Em material sobre sua capitalização divulgado anteriormente, a Enel disse que até 2,65 bilhões de dólares dos recursos obtidos com a operação seriam utilizados para um aumento de capital ou empréstimo à Enel Brasil para que a companhia pague débitos adquiridos junto à Enel Finance International quando da aquisição da Eletropaulo.

A empresa também apontou que sua estratégia de crescimento avaliará oportunidades-chave, como a tendência de consolidação no setor elétrico do Brasil e a existência de diversas distribuidoras de energia no país a preços atrativos e que exigiriam trabalhos de reestruturação operacional e financeira.

Por Luciano Costa

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