March 15, 2019 / 12:49 PM / in 4 months

BCE deve repensar estrutura de política monetária depois de falhar em elevar inflação, diz membro

12/03/2016 REUTERS/Kai Pfaffenbach

FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu precisa rever a forma como conduz a política monetária já que de não conseguiu elevar a inflação apesar de anos de estímulo, disse o presidente do banco central finlandês, Olli Rehn.

Os fundamentos econômicos podem ter mudado nos anos pós-crise, reduzindo a capacidade do BCE de influenciar os preços ao consumidor e potencialmente prejudicando sua credibilidade, disse Rehn, que faz parte do Conselho do BCE.

Com a inflação bem abaixo da meta do BCE de quase 2 por cento desde 2013, o banco central forneceu um apoio sem precedentes por meio de taxas de juros baixas, 2,6 trilhões de euros em compra de títulos e várias rodadas de financiamento barato para os bancos. Mas isso quase esgotou seu arsenal de política monetária, e ainda assim a inflação teve um desempenho abaixo de seu objetivo ano após ano.

“A interdependência da atividade econômica e as pressões inflacionárias parecem ter enfraquecido nos últimos anos”, disse Rehn, que é frequentemente citado por economistas como um potencial candidato a suceder o presidente do BCE, Mario Draghi, neste ano.

“Se este fenômeno se mostrar duradouro, isso implicará em um enfraquecimento do impacto da política monetária sobre a inflação via demanda agregada”, acrescentou.

Rehn observou que, mesmo quando o BCE usou ferramentas sem precedentes para aumentar a inflação, os resultados desejados não se concretizaram e as expectativas de crescimento de preços continuaram a cair, o que é um fenômeno preocupante.

“Uma explicação para isso é que ... a confiança na capacidade dos bancos centrais de influenciar a taxa de inflação pode ter diminuído”, completou.

Para reforçar a análise, Rehn argumentou que as taxas de juros podem permanecer baixas por muito tempo, limitando a capacidade do banco central de usar as taxas de juros como uma ferramenta e forçando a autoridade a confiar em ferramentas não convencionais, que até agora não produziram o desejado efeito.

“Naturalmente, isso não significaria questionar o objetivo primordial da estabilidade de preços, mas implicaria, de fato, em uma revisão abrangente dos princípios orientadores, das principais premissas e ferramentas usadas para a implementação da política monetária”, acrescentou Rehn.

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