April 22, 2019 / 7:52 PM / 3 months ago

Preços do petróleo batem máximas de 2019 com EUA prometendo maiores sanções ao Irã

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo avançaram mais de 2 por cento nesta segunda-feira, para máximas de quase seis meses, pela crescente preocupação a respeito de uma redução na oferta global, após os Estados Unidos anunciarem restrições ainda maiores às exportações de petróleo do Irã.

Plataforma petrolífera ao sul de Teerã, Irã 25/07/2005 REUTERS/Raheb Homavandi

Washington afirmou que eliminará em maio todas as isenções que permitiam a oito economias continuarem comprando petróleo iraniano, sem que enfrentassem as sanções norte-americanas.

“O prêmio do risco geopolítico está de volta ao mercado do petróleo, e em grande estilo”, disse John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York. “A maioria dos interesses comerciais legítimos, senão todos, evitará compras de petróleo do Irã. O fluxo iraniano será reduzido a uma gota.”

Os contratos futuros do petróleo Brent avançaram 2,07 dólares, ou 2,88 por cento, e fecharam a 74,04 dólares por barril. A máxima da sessão, de 74,52 dólares o barril, foi o maior nível do valor de referência desde 1º de novembro.

Já os futuros do petróleo norte-americano saltaram 1,70 dólar, ou 2,66 por cento, fechando a 65,70 dólares por barril. O contrato bateu 65,92 dólares/barril, sua máxima desde 31 de outubro.

Em novembro, os EUA reimpuseram sanções às exportações de petróleo da República Islâmica, mas cederam isenções aos oito principais compradores do produto iraniano: China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Turquia, Itália e Grécia. Foi permitido a eles que mantivessem aquisições limitadas por seis meses.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, reiterou nesta segunda-feira que o objetivo de Washington é derrubar as exportações de petróleo iraniano para zero e acrescentou que os EUA não têm planos de dar qualquer período de “carência” após 1º de maio.

O Irã declarou que a decisão dos EUA de não renovar as isenções “não tem valor”, mas que Teerã estava em contato com parceiros europeus e vizinhos e que agiria “de acordo”, noticiaram agências de notícias locais, citando o Ministério das Relações Exteriores.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Arábia Saudita e outros países da Opep podem “mais que compensar” qualquer queda na oferta iraniana.

A Arábia Saudita disse que irá coordenar com outros produtores para garantir uma oferta adequada de petróleo e um mercado equilibrado.

(Reportagem adicional de Alex Lawler em Londres e Henning Gloystein em Cingapura)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447745))

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