May 7, 2019 / 11:38 PM / 2 months ago

Dívida líquida da Petrobras cresce 38% para R$372 bi por novo padrão contábil

REUTERS/Paulo Whitaker

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A dívida líquida da Petrobras (PETR4.SA) somou 372,2 bilhões de reais ao fim do primeiro trimestre, alta de 38 por cento ou 103,4 bilhões de reais em relação ao trimestre anterior, devido aos efeitos de nova norma internacional contábil de arrendamentos mercantis (IFRS 16), informou a empresa ao mercado nesta terça-feira.

Desconsiderando os efeitos da norma, que passou a ser adotada pelas empresas abertas como a Petrobras neste ano, o endividamento líquido da petroleira seria de 266,3 bilhões de reais, ante 268,8 bilhões no último trimestre de 2018, informou a companhia.

A petroleira destacou “que não adquiriu novas dívidas e não houve aquisição de novos ativos, sendo os impactos apenas normativos e sem efeitos no caixa e equivalentes de caixa”.

O indicador de endividamento dívida líquida/Ebitda ajustado aumentou para 3,19 vezes, também devido aos efeitos do IFRS 16.

“Caso os efeitos do IFRS 16 fossem aplicados em todo período do LTM EBITDA ajustado de 2018, a métrica atingiria 2,89 vezes. Uma vez expurgados tais efeitos, esta métrica finalizaria o trimestre em 2,37 vezes”, disse a empresa.

Assim como afetou a dívida, o lucro líquido da empresa no primeiro trimestre, que somou cerca de 4 bilhões de reais, também foi impactado pela nova norma contábil.

O IFRS 16 - Leases eliminou a classificação entre arrendamentos mercantis financeiros e operacionais, passando a existir um único modelo.

Com a adoção do IFRS 16, a companhia deixou de reconhecer custos e despesas operacionais oriundas de contratos de arrendamento mercantis operacionais, passando a reconhecer em sua demonstração de resultado: (i) os efeitos da depreciação dos direitos de uso dos ativos arrendados; e (ii) a despesa financeira e a variação cambial apuradas com base nos passivos financeiros dos contratos de arrendamento mercantil.

A Petrobras disse ainda que, tendo em vista que suas operações de E&P são predominantemente realizadas em águas profundas e ultra profundas, com número maior de plataformas e embarcações arrendadas do que outras companhias de petróleo, isso ajuda a entender porque a dívida da companhia foi mais impactada pela IFRS 16 do que outras empresas dos setor.

Por Marta Nogueira e Roberto Samora

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