May 27, 2019 / 2:18 PM / 7 months ago

Italiano Salvini diz que sucesso eleitoral reforça mudança de regras orçamentárias da UE

MILÃO/ROMA (Reuters) - A vitória da Liga nas eleições europeias na Itália dá ao partido de extrema-direita um mandato para adotar cortes de impostos e lutar por mudanças nas regras orçamentárias da União Europeia, disse o líder da legenda e vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, nesta segunda-feira.

Vice-primeiro-ministro italiano Matteo Salvini 27/05/2019 REUTERS/Alessandro Garofalo

O partido de Salvini recebeu 34,3% dos votos na eleição de domingo, o dobro da cifra de seu aliado na coalizão de governo, o anti-establishment Movimento 5 Estrelas, que ficou com 17,1% das urnas e foi empurrado pela centro-esquerda para a terceira colocação.

“Chegou a hora de rediscutir totalmente regras antigas e ultrapassadas que vêm prejudicando a Europa. Não se explica de outra maneira uma votação como esta”, disse Salvini em uma coletiva de imprensa em Milão.

Salvini, que passou boa parte da campanha eleitoral prometendo cortes de impostos profundos, o que pode ir de encontro às regras fiscais da UE, não deu sinal de recuo. Impostos menores são “a questão central” para os italianos e seriam o fundamento do orçamento do ano que vem, disse.

Mais cedo nesta segunda-feira, ele procurou se aproximar do 5 Estrelas e descartou uma reformulação do gabinete, apesar do resultado decepcionante de seu parceiro de coalizão.

“Para mim, nossos aliados de governo são amigos, e a partir de amanhã voltaremos a trabalhar com serenidade e tons mais suaves”, disse ele a repórteres. “Meu oponente é e continua sendo a esquerda”, afirmou, referindo-se ao Partido Democrático, que ficou com 22,7% dos votos.

A campanha eleitoral agressiva, durante a qual Liga e 5 Estrelas trocaram ataques duros, alimentou a especulação de que uma vitória da Liga e um fracasso do 5 Estrelas poderiam desencadear o colapso da coalizão de um ano.

De sua parte, o chefe do 5 Estrelas, Luigi Di Maio, atribuiu a derrota de seu partido ao comparecimento baixo em seus redutos do sul, e também descartou uma reformulação ministerial.

“Nada mudará e voltaremos a agir a partir de hoje”, disse ele ao diário Corriere della Sera, acrescentando que espera governar com a Liga durante um mandato completo de cinco anos.

A Itália, cuja dívida pública é proporcionalmente a segunda maior da zona do euro, só atrás da grega, entrou em choque com a Comissão Europeia no ano passado por causa de seus planos de grandes gastos.

Salvini disse que “se (Bruxelas) pedir cortes, diremos não”, acrescentando que está “convencido” de que a nova Comissão será “mais amistosa” com seu país.

Reportagem adicional de Valentina Consiglio e Angelo Amante

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