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Itália diz que não buscará combate com UE

ROMA (Reuters) - O governo italiano está confiante de que pode alcançar um compromisso com Bruxelas e evitar sanções devido à deterioração de suas contas públicas, disse o ministro da Economia no momento em que aumenta os rumores sobre uma crise do governo.

A Comissão Europeia escreveu à Itália na semana passada pedindo que explique porque sua dívida pública subiu em 2018 em vez de cair como exigido, medida que abriu caminho para um possível confronto legal com a coalizão governante eurocética em Roma.

Em sua resposta a Bruxelas, o ministro da Economia, Giovanni Tria, culpou uma contração econômica pelo aumento da dívida e prometeu respeitar as regras fiscais da UE no próximo Orçamento.

Mas uma matéria do La Repubblica deste domingo mostrou que a Comissão da UE achou a carta de Tria vaga demais e sem se comprometer, e que deve tomar as primeiras medidas de um procedimento disciplinar nesta semana.

Falando à Reuters durante uma cerimônia do palácio presidencial em Roma no sábado à noite, Tria disse acreditar que o governo ainda pode evitar as medidas punitivas.

“A Itália não quer entrar em conflito com a Comissão Europeia, e espero que o oposto também seja verdadeiro, quer dizer, que ninguém em Bruxelas pretende entrar em uma disputa conosco”, disse ele.

“Nossa posição é razoável e acho que acabaremos chegando a um acordo com a Comissão”, completou.

Ele também reiterou a promessa de que o déficit orçamentário de 2019 ficará abaixo da previsão do governo de 2,4% do Produto Interno Bruto --nível que a Comissão considera alto demais.

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