July 10, 2019 / 12:58 PM / 9 days ago

Comissão Europeia corta projeção de crescimento e inflação com maior risco por comércio com EUA

BRUXELAS (Reuters) - A Comissão Europeia reduziu nesta quarta-feira as estimativas de crescimento e inflação para a zona do euro e alegou que a incerteza sobre a política comercial dos Estados Unidos representa um grande risco para o bloco.

Comissário europeu para Assuntos Econômicos e Financeiros, Pierre Moscovici, apresenta previsão em entrevista à imprensa na sede da Comissão Europeia, em Bruxelas 10/7/2019 REUTERS/Francois Lenoir

Em suas previsões econômicas trimestrais, o braço executivo da União Europeia informou que os preços crescerão menos do que o previsto anteriormente, empurrando a taxa de inflação para mais longe da meta do Banco Central Europeu, de próximo de 2%.

A Comissão Europeia confirmou sua previsão de que o crescimento econômico na zona do euro vai desacelerar este ano para 1,2%, de 1,9% em 2018. Também revisou para baixo a estimativa para o crescimento do próximo ano, que agora é de 1,4% em vez de 1,5%, projetado em maio.

Os riscos para o bloco aumentaram, segundo a Comissão, e vêm principalmente da “elevada incerteza” em torno da política comercial dos Estados Unidos, uma vez que o governo norte-americano continua ameaçando com tarifas punitivas sobre uma série de produtos da UE.

Temores de aumento das tensões comerciais “também podem desencadear uma mudança no sentimento de risco global em momentos em que as avaliações aparecem sob pressão em muitas classes de ativos” , disse o comissário de Economia da UE, Pierre Moscovici, em entrevista coletiva.

“Isso pode levar a um rápido aperto das condições financeiras globais”, acrescentou.

As perspectivas econômicas mais fracas contribuíram para uma revisão de baixa das expectativas de inflação, segundo a Comissão, que cortou sua estimativa para 1,3% para este ano e para o próximo, de 1,4% estimados anteriormente para os dois anos.

A previsão deste ano coincide com a projeção do BCE, mas para 2020 a estimativa da comissão é menor do que a taxa de 1,4% prevista pelo banco central em suas últimas projeções, divulgadas em junho. Isso pode dar ao BCE uma razão para avançar com novos estímulos.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447509))

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