July 16, 2019 / 2:46 PM / 3 months ago

Ibovespa avança com ajuda de Vale

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa buscava se sustentar no azul nesta terça-feira, com Vale entre os principais suportes, na esteira de nova máxima de preços dos contratos futuros do minério de ferro na China.

Operadores durante pregão na Bolsa de Valores de São Paulo 24/05/2016 REUTERS/Paulo Whitaker

Às 11:42, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,51 %, a 104.330,93 pontos. O volume financeiro somava 3,76 bilhões de reais.

No exterior, Wall Street não mostrava um tendência clara, corroborando para a volatilidade no pregão brasileiro, em meio a resultados corporativos e expectativas para a fala do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, no começo da tarde.

O S&P 500 tinha oscilação negativa de 0,03%.

DESTAQUES

- VALE subia 1,3%, conforme os futuros do minério de ferro na China renovaram máximas. O movimento ocorre após acordo da companhia com o Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT-MG) envolvendo pagamento de 400 milhões de reais pela Vale a título de dano moral coletivo causado a trabalhadores da mina em Brumadinho (MG), cujo rompimento de barragem no início do ano deixou centenas de mortos. A Vale disse que ajustará provisões por Brumadinho no resultado do segundo trimestre.

- B3 avançava 1,7%, corroborando o viés positivo. Relatório do Credit Suisse reiterou recomendação ‘outperform’ e elevou o preço-alvo de 35 para 48 reais. A análise citou perspectivas de melhores resultados em razão de maiores volumes negociados.

- ITAÚ UNIBANCO PN ganhava 0,6%, endossando a alta, assim como BRADESCO PN, que subia 0,3%.

- GOL valorizava-se 3,25%, conforme alguns analistas veem a empresa como principal beneficiada com a situação da Avianca Brasil, em recuperação judicial e com operações suspensas no país.

- KLABIN mostrava elevação de 2,3%, em sessão positiva para o setor de papel e celulose na bolsa, com SUZANO em alta de 2,4%, apesar de analistas ainda citarem pouca visabilidade para o cenário de preços de celulose. Em relatório de análise de crédito, o Bradesco BBI destacou que, apesar dos investimentos estimados para o projeto Puma II, a alavancagem financeira da Klabin não deve alcançar os níveis elevados de investimentos anteriores.

- MRV tinha alta de 2,6%, um dia após a construtora reportar que teve alta de 5,8% nos lançamentos do segundo trimestre sobre o mesmo período do ano passado, enquanto as vendas avançaram 2,7% na mesma comparação. CYRELA, que também divulgou prévia operacional na segunda-feira, abriu em forte alta, mas perdeu o fôlego e mostrava variação positiva de apenas 0,3%.

- PETROBRAS PN subia 0,25% e PETROBRAS ON avançava 0,4%, com alta dos preços do petróleo no exterior. A companhia iniciou fase não vinculante referente à primeira etapa da venda de ativos em refino e logística associada no país, que inclui quatro refinarias.

- SABESP recuava 1,5%, entre as principais baixas, após ter renovado recentemente máxima histórica em meio a expectativas ligadas a uma eventual privatização da companhia de água e esgoto do Estado de São Paulo.

- BRASKEM cedia 1%. O HSBC cortou o preço-alvo das ações da petroquímica de 59 para 40 reais.

- OI PN subia 1,8% e a ON exibia estabilidade, após divulgar plano estratégico que prevê arrecadar de 6,5 bilhões a 7,5 bilhões de reais com a venda de ativos não essenciais para a operação até 2021. A operadora de telecomunicações também fez projeções de receita e desempenho operacional nos próximos anos.

Edição Alberto Alerigi Jr.

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