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Moody's revisa para cima preços do minério por restrição na oferta global

Montanha de minério de ferro na região de Pilbara, Austrália 02/12/2013 REUTERS/David Gray

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Moody’s revisou para cima suas estimativas para intervalos de preços do minério de ferro, devido à paralisação de minas no Brasil e uma menor produção na Austrália, que levaram a um déficit global, informou a agência em nota publicada ao mercado nesta segunda-feira.

Na nova previsão, a Moody’s prevê intervalo de 60 a 90 dólares por tonelada, com ponto médio em 75 dólares por tonelada, acima do intervalo anterior de 45 a 75 dólares por tonelada.

A expectativa da Moody’s é de que haja apenas uma melhora lenta do déficit global neste ano e em 2020.

“O novo intervalo de preço para o minério de ferro reflete nossa expectativa de que apenas uma nova capacidade incremental limitada será adicionada nos próximos anos”, disse Carol Cowan, vice-presidente sênior da Moody’s.

A brasileira Vale, maior produtora global de minério de ferro, precisou interromper diversas atividades após o rompimento mortal de uma de suas barragens em janeiro. Segundo a Moody’s, a capacidade da empresa de restaurar produção continuará sendo o principal impulsionador do equilíbrio no mercado.

A produção da BHP Group, da Rio Tinto e da Fortescue Metals Group será maior no ano que vem em relação a 2019, enquanto a produção reiniciada em algumas operações chinesas será limitada por fatores ambientais e altos custos, explicou a Moodys.

Por Marta Nogueira

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