August 29, 2019 / 6:51 PM / 17 days ago

Guerra comercial diminui perspectivas para operações comerciais dos EUA na China

REUTERS/Aly Song

WASHINGTON (Reuters) - Empresas norte-americanas com negócios na China ainda estão lucrando no país asiático, mas 81% dizem que as crescentes tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo afetaram suas operações comerciais, mostrou uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Conselho Empresarial EUA-China (USCBC, na sigla em inglês).

Isso marca um aumento de oito pontos percentuais em relação a 2018, disse o grupo, que representa mais de 220 empresas norte-americanas.

O presidente do USCBC, Craig Allen, ex-alto funcionário do governo dos EUA e especialista em China, pediu aos governos norte-americano e chinês que retornem à mesa de negociações para acabar com as tarifas retaliatórias e evitar danos duradouros às relações bilaterais.

A próxima rodada de tarifas dos EUA e da China entrará em vigor no domingo, em meio a uma guerra comercial que abalou os mercados globais e elevou os temores de uma recessão global.

Quase metade das empresas norte-americanas consultadas relatou ter perdido vendas e participação de mercado, principalmente como resultado de tarifas impostas pelos Estados Unidos e pela China. Muitos também citaram preocupações sobre sua capacidade de competir na China, dadas as vantagens que Pequim oferece a suas empresas domésticas e outras barreiras de licenciamento, investimento e administração enfrentadas por empresas estrangeiras.

As empresas norte-americanas também dizem que estão perdendo vendas porque seus clientes chineses veem cada vez mais as empresas dos EUA como parceiros comerciais não confiáveis, dada a volatilidade do relacionamento comercial bilateral, mostrou a pesquisa.

O estudo mostrou ainda que a China permaneceu entre os cinco principais mercados globais para empresas dos EUA por causa de seu tamanho comparativo, e 97% das empresas membros relataram aumento de rentabilidade na China em 2019, apesar da disputa comercial.

Allen disse que as empresas norte-americanas operam na China principalmente para atender o mercado doméstico, não para exportar para os Estados Unidos, e não há sinal de que planejam sair de lá, apesar da demanda do presidente dos EUA, Donald Trump, de que encontrem alternativas à China.

O aumento dos custos trabalhistas na China já levou algumas empresas norte-americanas com operações no país asiático a começarem a procurar fornecedores em outros lugares antes do início da guerra comercial em 2018, mas especialistas dizem que tarifas recíprocas aceleraram esses movimentos.

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