July 15, 2020 / 1:05 PM / 20 days ago

Premiê espanhol vê "horas muito difíceis pela frente" à medida que cúpula da UE se aproxima

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, em coletiva de imprensa após discussão sobre subsídios e empréstimos da UE a países afetados pela crise do coronavírus, em Harpsund, Suécia, em 15 de julho de 2020. Erik Simander/TT News Agency

ESTOCOLMO (Reuters) - O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que vê “horas muito difíceis pela frente”, enquanto visitava o premiê sueco, Stefan Lofven, para negociações antes da cúpula da União Europeia (UE) que visa chegar a um acordo sobre medidas de estímulo para impulsionar as economias europeias atingidas pela pandemia.

Os líderes da UE devem se reunir ainda nesta semana para discutir os planos de estímulo, mas a expectativa é de que sua primeira cúpula presencial desde o início das quarentenas em março seja repleta de divisões.

A Suécia, um dos “Quatro Frugais” do bloco, quer um fundo de recuperação que distribua empréstimos em vez de subsídios, enquanto também busca um orçamento menor da UE a longo prazo, posições que colocam o país contra nações como a Espanha.

“Temos opiniões diferentes sobre a resposta à crise, mas compartilhamos um objetivo comum”, disse Sánchez em entrevista coletiva na residência de verão do governo sueco em Harpsund. “Se adiarmos a resposta, adiaremos a recuperação e a crise poderá piorar. Todos temos que fazer alguns sacrifícios para chegar a um acordo.”

Os líderes do bloco realizaram uma série de reuniões individuais para convencer as econômicas Suécia, Holanda, Áustria e Dinamarca a abandonar sua oposição à proposta do fundo de recuperação de 750 bilhões de euros.

Questionado sobre as perspectivas de um acordo em julho, Lofven disse: “É complicado, precisamos reconhecer que é complexo e será difícil, mas não é impossível”.

De acordo com a proposta da Comissão —apoiada por Alemanha e França, além de países do sul, como Espanha e Itália, que buscam fundos para reconstruir suas economias atingidas—, dois terços do fundo de recuperação seriam na forma de subsídios.

Reportagem de Niklas Pollard e Anna Ringstrom em Estocolmo e Nathan Allen, Inti Landauro e Belen Carreno em Madri

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