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Vendas no varejo dos EUA sobem em junho; pedidos de auxílio-desemprego permanecem elevados

Cliente com máscara protetora experimenta roupas em loja de varejo após o surto da doença por coronavírus, na cidade de Nova York, em 5 de julho de 2020. REUTERS/Jeenah Moon

WASHINGTON (Reuters) - As vendas no varejo nos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em junho, mas a recuperação econômica está sendo ameaçada pelo ressurgimento de novas infecções por Covid-19 e por alto nível de desemprego.

O Departamento do Comércio informou nesta quinta-feira que as vendas no varejo aumentaram 7,5% no mês passado, depois de um salto de 18,2% em maio --este o maior ganho desde que o governo começou a acompanhar a série em 1992.

Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo avançariam 5% em junho.

As vendas no varejo se recuperaram à medida que as empresas retomaram as operações após serem fechadas em meados de março em um esforço para retardar a disseminação do coronavírus. Mas novos casos da doença respiratória surgiram, especialmente nos densamente povoadoss sul e oeste do país, forçando algumas autoridades nessas regiões a fechar os negócios novamente ou a interromper a reabertura.

A incerteza provocada pelos crescentes casos de Covid-19 está afetando a recuperação iniciada em maio e pode piorar o desemprego, já assombrosamente alto. A economia já havia entrado em recessão em fevereiro, antes do início das quarentenas relacionadas ao coronavírus nos Estados Unidos.

Um relatório separado do Departamento do Trabalho divulgado nesta quinta mostrou que 1,30 milhão de pessoas pediram auxílio-desemprego durante a semana encerrada em 11 de julho, um pouco abaixo do número de 1,31 milhão da semana anterior. Economistas previam 1,250 milhão de pedidos.

As reivindicações bateram recorde histórico de 6,867 milhões no final de março. Mesmo agora os pedidos permanecem praticamente o dobro dos números vistos no pico durante a Grande Recessão de 2007 a 2009.

Economistas afirmam que as reivindicações continuam elevadas devido a uma segunda onda de demissões, que pode se intensificar à medida que as infecções por Covid-19 pressionam a demanda e aumentam falências, especialmente no setor de varejo.

Milhões devem deixar de receber os cheques de auxílio em 31 de julho, quando o governo parar de pagar mais 600 dólares por semana a trabalhadores autônomos e contratados que não se qualificam para receberem auxílio-desemprego do Estado. Economistas alertaram que o fim do pagamento desses cheques prejudicará as vendas no varejo e os gastos dos consumidores de modo geral.

Reportagem de Lucia Mutikani

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