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Importações de petróleo da China sobem 25% em julho, com compras excessivas

Navios-tanque no porto de Zhoushan, China 04/07/2018 REUTERS/Stringer

PEQUIM/CINGAPURA, (Reuters) - As importações de petróleo bruto da China em julho aumentaram 25% em relação ao ano anterior, com as compras massivas feitas enquanto os preços despencaram em abril e alguns embarques atrasados nos portos em junho finalmente foram liberados da alfândega.

A China, maior importador mundial de petróleo bruto, adquiriu 51,29 milhões de toneladas da commodity no mês passado, o equivalente a 12,08 milhões de barris por dia (bpd), mostraram dados da Administração Geral de Alfândegas nesta sexta-feira.

O resultado é superior aos 9,66 milhões de bpd importados em julho de 2019, mas abaixo do recorde anterior de 12,94 milhões de bpd estabelecido em junho.

Os números não fornecem uma discriminação por país de origem. Mas Emma Li, analista da Refinitiv, estimou que cerca de 5 milhões de toneladas de petróleo bruto dos EUA chegaram à China em julho - um recorde mensal.

Chegadas recordes têm prejudicado as instalações portuárias desde o final de maio, causando congestionamento severo nos principais portos, incluindo Qingdao, Rizhao e Zhoushan, já que os navios-tanque têm enfileirado por semanas para descarregar as cargas. Analistas e autoridades portuárias dizem que o congestionamento pode começar este mês.

A China exportou no mês passado apenas 3,21 milhões de toneladas de derivados de petróleo refinados, o menor nível desde janeiro de 2017.

O resultado foi inferior às 3,88 milhões de toneladas exportadas em junho e 41,5% menor que em julho do ano passado. A desaceleração nas exportações ocorre mesmo com as refinarias tentando reduzir o aumento do estoque de combustível, depois que uma quantidade recorde foi produzida em junho.

Os dados alfandegários também mostraram que as importações de gás natural, tanto gás natural canalizado quanto liquefeito (GNL), foram de 7,35 milhões de toneladas em julho, queda de 6,9% em relação ao ano anterior.

Reportagem de Muyu Xu em Pequim e Chen Aizhu em Cingapura

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