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Países da América Latina pedem adiamento de eleição do BID, em revés para candidato de Trump

REUTERS/Carlos Jasso

BUENOS AIRES/CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O apoio entre países latino-americanos ao adiamento da eleição de um novo presidente para a principal organização de financiamento ao desenvolvimento da região cresceu nesta sexta-feira, representando uma potencial derrota para o candidato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para liderar a instituição.

O candidato dos EUA, Mauricio Claver-Carone, um conselheiro de Trump conhecido por sua postura linha-dura em relação a Venezuela e Cuba, é o atual favorito para conquistar a posição de liderança no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que deve realizar eleição sobre a questão no mês que vem.

Claver-Carone se tornaria a primeira pessoa de fora da América Latina a liderar o banco com sede em Washington, um primo menor do Fundo Monetário Internacional (FMI) que tem sido liderado por latino-americanos desde 1959.

Mas os pedidos vindos da região por uma abordagem diferente têm aumentado.

O ministro das Finanças do México disse nesta sexta que a votação deveria ser adiada “até que as condições sejam certas”, ecoando um pedido semelhante feito pelo Chile na quinta-feira.

O comitê de Assuntos Externos do Senado argentino disse em nota nesta sexta-feira que apoiava de forma unânime um candidato latino-americano no comando do banco. O governo do país ainda não anunciou sua posição, mas um porta-voz deu a entender que um adiamento pode ser apropriado.

“Há um consenso geral de diversos setores na região sobre a importância de uma figura latino-americana liderando uma organização financeira tão importante quanto o BID”, disse o porta-voz. “Acelerar uma decisão sobre o assunto não seria prudente”.

Reportagem adicional de Alvaro Murillo, em San José

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