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Dólar sobe quase 1% em dia negativo para moedas emergentes

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tomou fôlego e operava perto das máximas da sessão desta segunda-feira, quando superou 5,46 reais, com o mercado de câmbio influenciado por fluxos pontuais num dia de moeda norte-americana fortalecida no exterior em meio a tensões entre Estados Unidos e China.

REUTERS/Ricardo Moraes

A moeda negociada no mercado à vista BRBY subia 0,74%, a 5,4525 reais na venda, às 15h15. Na máxima, alcançada há pouco, a cotação foi a 5,4655 reais (+0,98%), depois de cair a 5,3525 reais ainda pela manhã (-1,11%).

O dólar vem de três altas seguidas nas quais acumulou apreciação de 2,44%. No mês, a divisa salta 4,7%, elevando os ganhos no ano para 36,1%.

No exterior, moedas emergentes pares do real, como peso mexicano MXN=, rand sul-africano ZAR=, peso chileno CLP= e peso colombiano COP=, depreciavam.

“Há muito foco na Turquia no momento, mas a realidade é que a pressão de depreciação tem crescido em todo o mundo emergente nas últimas duas semanas”, disse Robin Brooks, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), lembrando desvalorizações do real, da lira turca e do rand sul-africano.

A lira turca TRY= oscilava em torno da estabilidade nesta segunda, mas acumula queda de 5,3% nas quatro sessões incluindo esta.

Da pauta externa, o mercado monitorava novos sinais de tensão entre Estados Unidos e China. O país asiático impôs nesta segunda-feira sanções a 11 cidadãos dos EUA, incluindo parlamentares do Partido Republicano, ao qual pertence o presidente Donald Trump, em resposta a sanções por Washington a Hong Kong e a autoridades chinesas acusadas de restringir as liberdades políticas na ex-colônia britânica.

O dólar subia ante o real nesta segunda também na véspera de o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgar a ata da reunião da semana passada, quando o juro básico foi reduzido a nova mínima recorde de 2,00% ao ano, e o Banco Central deixou a porta aberta para nova distensão monetária.

O UBS mantém estimativa de Selic de 2,00% ao fim deste ano, mas diz que o “viés é de mais cortes nas taxas”.

A redução sucessiva da taxa básica de juros a mínimas históricas afetou o mercado de câmbio ao pressionar rendimentos brasileiros atrelados à Selic, tornando o Brasil menos atrativo para o investidor estrangeiro quando comparado a pares emergentes com mesmo nível de risco e retorno mais alto.

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