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Argentina se junta a apelos na América Latina para adiamento de eleição do BID

Logomarca do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Centro de Convenções Atlapa na Cidade do Panamá em 13 de março de 2013. REUTERS/Carlos Jasso

(Reuters) - A Argentina se juntou a um grupo de países na América Latina que tem feito apelos para o adiamento da eleição de um novo presidente para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mencionando complicações logísticas causadas pela pandemia de coronavírus.

Um atraso na votação seria um potencial revés para a escolha do presidente norte-americano, Donald Trump, na corrida rumo à liderança do organismo.

O candidato dos Estados Unidos, Mauricio Claver-Carone --assessor de Trump conhecido por ter uma postura linha-dura em relação a Venezuela e Cuba-- é o atual favorito à posição de liderança do BID, que deve realizar eleição sobre o assunto no próximo mês.

“Esse adiamento é necessário, porque algo tão vital para nós como o novo presidente do BID não pode sair de uma reunião virtual”, disse o chanceler argentino, Felipe Solá, em entrevista à Radio Con Vos, em Buenos Aires.

Claver-Carone se tornaria a primeira pessoa de fora da América Latina a liderar o banco com sede em Washington, um primo menor do Fundo Monetário Internacional (FMI) que é liderado por latino-americanos desde sua fundação em 1959.

O Ministério das Finanças do México disse na semana passada que a votação deveria ser adiada “até que as condições fossem adequadas”, ecoando apelo semelhante do Chile na quinta-feira. Também na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Costa Rica disse em comunicado que adiar as eleições seria “uma opção oportuna e conveniente”.

No entanto, o Brasil apoiou a candidatura de Claver-Carone, junto com a Colômbia.

Reportagem de Eliana Raszewski

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